<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233</id><updated>2011-11-07T14:19:38.320-08:00</updated><category term='sociedade'/><category term='organização'/><category term='significado'/><category term='ideias'/><category term='conhecimento'/><title type='text'>Textículos trágicos, cômicos e pretensiosos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-6079935325836488547</id><published>2011-07-17T15:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T15:54:47.568-07:00</updated><title type='text'>Quem sou eu?</title><content type='html'>Tinha muitas posses e milhares de servos se devotavam a mim. Três destes eram minhas filhas e estas sempre usufruíram dos benefícios de minha posição. Também me amavam, cada uma do seu jeito. Mas como eu precisava ouvir o juramento solene deste amor, perante todos e válido por toda eternidade, lhes pedi a jura de amor mais pura e intensa que uma filha pode fazer a um pai. De uma delas, ingrata, não as recebi, senão como migalhas duvidosas e a tal afronta paguei deserdando a esta que tão acintosamente se mostrava bastarda de mim. Consumi a minha vida e a paz de minha`lma para ao final chegar ao lugar do qual eu nunca deveria ter saído, à insegurança daquele que ama e é amado sem garantias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas: Que personagem da literatura eu sou? Ó leitor atento, trocas de lugar comigo, ignorando a pouca diferença entre a infelicidade revelada e a que está constantemente por se revelar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-6079935325836488547?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/6079935325836488547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=6079935325836488547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6079935325836488547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6079935325836488547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/07/quem-sou-eu.html' title='Quem sou eu?'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-574358821705508632</id><published>2011-07-17T15:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T15:55:31.949-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Manuela vivia feliz com Charles e desde que o havia conhecido não se detinha em mais nenhum aconchego que não fosse o do seu amante. Em seu peito encontrava não apenas a fortaleza em que descansava mas a companhia que a fazia sentir-se sempre segura e preservada do perverso e sórdido mundo sobre o qual havia sido advertida de que estaria a sua espreita se ousasse sair lá fora sem a proteção de seu amor, companheiro, amo e benfeitor, Charles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embalada em sua proteção, em seu colo, passavam-se os dias como se não houvessem passado. Todos os seus desejos eram atendidos e as suas vontades satisfeitas. Era como se ela fosse uma pequena e frágil ave que repousava na mão de seu dono e nesta mão encontrava abrigo. Por vezes a cutucava até que adquirisse a posição que mais lhe agradava, em forma de conchinha, e quando conseguia, se aconchegava como uma menina-mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é verdade que acabava por ter sonhos estranhos quando dormia assim, certa noite estava deste jeito quando os dedos da mão carinhosa começaram a se mexer de forma contínua, ritmada e estranha. era como se dançassem. a mão também mostrava uma alteração de personalidade e passava a envolvê-la de uma forma mais sinuosa e rude. Os dedos pareciam, enfim, antagonistas de uma alucinação grotesca e lhe subiam pelas pernas, ora brincalhões, ora gosmentos com lesmas e em movimentos pulsantes como aqueles que usam as minhocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é um sonho, certo? Manuela não reconhece mais nessa mão o seu Charles protetor. parece que ele se foi e deixou em seu lugar um empregado que pretende lhe usurpar o que de mais puro tem o patrão. Manuela quer acordar, sabe que é um sonho e começa a sentir vertigens nessa mão rodopiante, quase psicodélica, cujos dedos a exploram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses movimentos são acompanhados de um líquido morno no qual ela poderia se abandonar a boiar, aberta como uma flor recém caída. Eram cinco dedos, e ela, exausta, sentia como se não tivesse mais forças para lhes resistir: que lhe fizessem então o que melhor lhes aprouvesse, pois não poderia abandonar mais aquela mão que um dia foi a extensão de seu amado e que hoje era o berço de seus prazeres ambivalentes. Havia de ceder, de entregar-se, enfim, entregar aquilo que eles, dela já haviam obtido, por força ou destreza, há muito tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-574358821705508632?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/574358821705508632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=574358821705508632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/574358821705508632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/574358821705508632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/07/manuela-vivia-feliz-com-charles-e-desde.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5368403264812774392</id><published>2011-07-17T14:43:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T14:43:58.392-07:00</updated><title type='text'>debates</title><content type='html'>O que me agrada em ouvir os meus amigos discutindo é que aprendo mais que eles e com menos esforço e desgaste que eles enfrentam ao, interminavelmente, discutirem e argumentarem em busca da defesa de si proprios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5368403264812774392?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5368403264812774392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5368403264812774392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5368403264812774392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5368403264812774392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/07/debates.html' title='debates'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-1258733809439830928</id><published>2011-07-17T14:39:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T14:39:43.504-07:00</updated><title type='text'>Estupro?</title><content type='html'>Nunca a Maria tinha acontecido isso antes. Indignada com a violacao de sua vontade, foi a delegacia de policia `dar parte`. Foi atendida em plantao pelo proprio delegado Dr. Danubio que, educadamente, lhe perguntou se havia sido estuprada: Nao exatamente, Dr., no inicio eu queria, mas fui abusada durante o sexo. Ele a forcou a fazer algo que vocë náo queria? isso mesmo Dr. Ah, sim, chamamos isso de `atentado violento ao pudor`. Ontem veio aqui um jovem que o namorado queria comer a sua bunda a forca: demos um jeito no sujeito, para adiantar o resultado do processo judicial que ainda deve demorar anos. E contigo, Srta. Maria, o que aconteceu? bem... eu... estava transando com meu namorado, sabe... ai eu disse para ele que náo queria gozar ainda e que era para ele parar de fazer daquele jeito, porque eu náo ia aguentar e ia gozar, e eu nao queria, sabe... mas ele continuou me bolinando daquele jeito, eu tentei resistir, segurar, mas nao consegui, e gozei um monte, desesperada e loucamente. Mas, srta. isso náo e um estupro, isso acontece. - Nao aceito! isso e um absurdo, eu nao tenho o direito a me negar a fazer certas coisas durante o sexo consensual e se isso for desrespeitado e eu for obrigada a fazer outra coisa, isso nao e estupro? - Sim (responde o Dr. Danubio). Entao, eu quero que o Dr. prenda o safado do meu namorado. eu disse para ele que nao queria aquela hora porque queria espera-lo, mas ele nao me ouviu e me forcou a gozar assim mesmo... - Srta. Maria, nao sei mesmo o que fazer em seu caso, acho que nao posso lavrar o boletim de ocorrencia, mas vou consultar o promotor de justica e lhe respondo assim que souber... (to be continue).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-1258733809439830928?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/1258733809439830928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=1258733809439830928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1258733809439830928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1258733809439830928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/07/estupro.html' title='Estupro?'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4667937246273606863</id><published>2011-07-13T16:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T16:12:24.867-07:00</updated><title type='text'>ILov</title><content type='html'>Da série de índices úteis ao dia-a-dia, surge o ILove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito do ILove é ainda mais simples que o do IGray. basicamente o ILove mede como está o seu coração, carinho, tesão, sorte ou azar no amor, tudo junto. basta, quando você quiser, registrar num dado momento uma variação no seu índice pessoal de amor entre +100 e -100 e esta vai se somar no seu acumulado histórico. o que vale é ver a evolução, as grandes variações de um dia ou semana ou outro período e ver como "variam as variações" conforme se veja o dia, a semana, o mês, o ano ou até mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vale a pena calcular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou iniciar a contagem oficial do meu hoje com 3000 pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aureo - ILove em 13-07-11: 3000 - 70 = 2930&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4667937246273606863?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4667937246273606863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4667937246273606863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4667937246273606863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4667937246273606863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/07/ilov.html' title='ILov'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-8086695845027329125</id><published>2011-07-13T15:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T15:53:43.427-07:00</updated><title type='text'>IGray</title><content type='html'>Passo a desenvolver novos índices interessantes, a partir da expansão da ideia do IBOV (índice bovespa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGray: é o índice Dorian Gray de uma pessoa. Dorian Gray é o protagonista do romance "O retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele um belo e inocente rapaz consegue, por meio obscuro, livrar-se de toda a feiúra e imoralidade que poderia lhe marcar a partir de suas práticas espúrias e continuar mostrando-se impecavelmente são em público, no seu dia-a-dia, enquanto o seu lado mau, humano e mesmo pútrido é mantido escondido das pessoas, de todas ou em geral, e sempre ou na maioria dos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quando alguém nos surpreende com um comportamento selvagem, primitivo, instintivo e até destrutivo, enquanto que no cotidiano esta pessoa se demonstra exatamente o contrário, dizemos que ela tem um IGray alto, ou seja, assemelha-se ao Dorian Gray ao mostrar a sua pureza e esconder a sujeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos temos um IGray maior ou menor. Quem é sempre bom e justo, pode, embora não necessariamente, indicar que "está escondendo sua alma sangrenta no sótão". é uma possibilidade do IGray. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem mostra em um momento uma explosão de instinto, permite um cálculo melhor do IGray ao permitir a comparação daquilo com o que a pessoa demonstra normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGray baixo é uma face que é coerente em intensidade e em suas variações, de forma que estas não surpreendem em constraste com a personalidade normal, mas se harmonizam ou mesmo a reafirmam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-8086695845027329125?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/8086695845027329125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=8086695845027329125' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8086695845027329125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8086695845027329125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/07/igray.html' title='IGray'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5400916921800476664</id><published>2011-07-13T15:39:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T15:39:53.212-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='significado'/><title type='text'>significado</title><content type='html'>O importante é, pelo menos de vez em quando, fazer algo sem sentido, para não perder o verdadeiro significado das coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5400916921800476664?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5400916921800476664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5400916921800476664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5400916921800476664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5400916921800476664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/07/significado.html' title='significado'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=8226972579598052151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8226972579598052151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8226972579598052151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/chega-o-momento-em-que-ausencia-do-nada.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-6468275291906693633</id><published>2011-03-06T17:42:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:42:47.617-08:00</updated><title type='text'>Arte.</title><content type='html'>Para Kafka, o essencial para um artista de verdade era a aliança de uma paixão criativa com uma profunda humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e para você, o que é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-6468275291906693633?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/6468275291906693633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=6468275291906693633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6468275291906693633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6468275291906693633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/arte.html' title='Arte.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5566202971663665780</id><published>2011-03-06T17:40:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:40:54.988-08:00</updated><title type='text'>minerando</title><content type='html'>Para conquistar riquezas e buscar ouro e diamantes em sua vida, seja um mineiro e trabalhe embaixo da terra, lava e excrementos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se já faz sentido trabalhar por tesouros materiais, que se dirá dos tesouros humanos?: carinho, amor, paixão, desejo; e tantos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5566202971663665780?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5566202971663665780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5566202971663665780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5566202971663665780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5566202971663665780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/minerando.html' title='minerando'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-71783693544229308</id><published>2011-03-06T17:28:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:28:39.279-08:00</updated><title type='text'>Juízes, promotores e salários.</title><content type='html'>Se diz que quem sabe cozinhar carenguejo, os cozinha vivos numa panela sem tampa. Os bichos não fogem porque embora vão eles subindo um em cima do outro e um quase alcance a borda, quando ele iria sair, os outros o puxam, para se elevar, e assim vão todos para o fundo da panela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa discussão de salário entre funcionários públicos de carreira, o caranguejo que está (temporariamente) em cima é puxado para baixo pelos que querem subir. os que estão melhor querem se afastar da multidão, os que estão mal querem se enganchar nos que estão acima. enfim, uma regulação econômica básica de disparidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-71783693544229308?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/71783693544229308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=71783693544229308' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/71783693544229308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/71783693544229308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/juizes-promotores-e-salarios.html' title='Juízes, promotores e salários.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5963100907333821411</id><published>2011-03-06T17:22:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:22:55.604-08:00</updated><title type='text'>sabedoria</title><content type='html'>sabedoria de uma magistrada: as preliminares são importantes, mas o mérito é fundamental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5963100907333821411?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5963100907333821411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5963100907333821411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5963100907333821411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5963100907333821411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/sabedoria.html' title='sabedoria'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-8092452394341776642</id><published>2011-03-06T17:20:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:20:53.197-08:00</updated><title type='text'>'estratégia'</title><content type='html'>a estratégia intermedeia entre as circunstâncias e o propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou falando no modo do ditado conhecido: seja inflexível no propósito, mas flexível no processo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-8092452394341776642?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/8092452394341776642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=8092452394341776642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8092452394341776642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8092452394341776642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/estrategia.html' title='&apos;estratégia&apos;'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-8250018174710143438</id><published>2011-03-06T17:17:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:17:41.375-08:00</updated><title type='text'>Guerra e Orgia</title><content type='html'>Dois exércitos se enfrentam. homens e mulheres, frente a frente, guardando sob a aparência convidativa, milhares de anos e cicatrizes de conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos ter 3 desfechos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. As mulheres seduzem os homens, com seus lindos, irrestíveis e insuportáveis atributos (estou tentando a me alongar nos adjetivos...), e os matam;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os homens subjugam as mulheres com sua astúcia e desejo, e as matam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Homens e mulheres não guerreiam. Em vez de desferirem golpes pretensamente mortais, para obsequiosa e admiradamente, uns em frente às outras, e em vez de lutarem, se amam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e para mim não faz diferença se isso se dá num bolero, num passeio de camplo florido, ou numa orgia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-8250018174710143438?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/8250018174710143438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=8250018174710143438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8250018174710143438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8250018174710143438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/guerra-e-orgia.html' title='Guerra e Orgia'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5941664873752215821</id><published>2011-03-06T17:10:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:10:37.145-08:00</updated><title type='text'>Vida.</title><content type='html'>A vida gosta de quem gosta dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5941664873752215821?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5941664873752215821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5941664873752215821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5941664873752215821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5941664873752215821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/vida.html' title='Vida.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-1384854280268095445</id><published>2011-03-06T17:07:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:07:55.429-08:00</updated><title type='text'>Sobre a crítica, assemelhados, e a arte de pisar na grama sem machucá-la.</title><content type='html'>"Pise suavemente, pois você está pisando nos meus sonhos" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(poema he wishes for the clouths of heaven - W. H. Yeats)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-1384854280268095445?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/1384854280268095445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=1384854280268095445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1384854280268095445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1384854280268095445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/sobre-critica-assemelhados-e-arte-de.html' title='Sobre a crítica, assemelhados, e a arte de pisar na grama sem machucá-la.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-3205286420486023920</id><published>2011-03-06T17:05:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T17:05:07.805-08:00</updated><title type='text'>As coisas fazem sentido pr'ôce?</title><content type='html'>Ser cercado por coisas que não fazem sentido, faz mal. Quando as coisas tem significado excessivo, também fazem mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-3205286420486023920?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/3205286420486023920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=3205286420486023920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3205286420486023920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3205286420486023920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/as-coisas-fazem-sentido-proce.html' title='As coisas fazem sentido pr&apos;ôce?'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5607035608462232272</id><published>2011-03-06T16:59:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T16:59:19.959-08:00</updated><title type='text'>Porque a realidade objetiva decorre do subjetivo, e não o contrário (relaxa, é apenas um contraponto cíclico!)</title><content type='html'>1. O que vejo em mim, vejo lá fora (projeção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A partir deste jeito que percebo o mundo, é que defino como me comporto com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. As pessoas então, se comportam, em uma certa medida, reagindo a minhas ações, agindo comigo este conjunto de pessoas - o mundo - como eu agi com ele (é aqui que dizemos que nosso comportamento é baseado na realidade objetiva externa...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Enfim, o que fiz baseado no que vi no mundo, é o que fiz baseado no que vejo em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Solução: nosce te ipsum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5607035608462232272?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5607035608462232272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5607035608462232272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5607035608462232272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5607035608462232272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/porque-realidade-objetiva-decorre-do.html' title='Porque a realidade objetiva decorre do subjetivo, e não o contrário (relaxa, é apenas um contraponto cíclico!)'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4398002775380093122</id><published>2011-03-06T16:51:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T16:51:30.647-08:00</updated><title type='text'>insights da constelação familiar</title><content type='html'>A supremacia do perdão, te libertando do julgamento que fazemos de nossos pais: "Do jeito que você pode ser (seja pai, mãe, irmão, amigo, filho,...), você é! (não há o que reparar; e o 'ser' supera o 'dever-ser').&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(N.E.M)&lt;br /&gt;----------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para valer a pena, tudo o que você passou (coisas ruins), você tem que transformar, transmutar as coisas recebidas e fazer diferente, e bem, com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(N.E.M)&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme de músicas 'The Wall', o protagonista luta e sofre com um enorme muro que o isola do resto das pessoas, e que foi construído durante a sua história infantil. Há uma solidão desesperadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso traz o papel do alcool à discussão. Dentre os vários motivos para usá-lo em demasia, um é o sentimento de solidão eterna e absoluta que se tem por estar cercado de uma muralha que não nos permite viver em companhia dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta desesperadora situação (ainda que disfarçadamente ausente em uma pessoa cotidianamete gentil e agradável), o alcool aplaca a dor da solidão e constrói ligações com outras pessoas, quando não nos permitimos o amor e o perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(este textículo é meu)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4398002775380093122?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4398002775380093122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4398002775380093122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4398002775380093122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4398002775380093122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/insights-da-constelacao-familiar.html' title='insights da constelação familiar'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4319107634258810388</id><published>2011-03-06T16:38:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T16:38:41.299-08:00</updated><title type='text'>Sabedoria popular</title><content type='html'>A coisa tá uma bagunça? dá um freio de arrumação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é quando o motora, tá com o caminhão carregado e tá tudo uma bagunça e ele mete o pé no freio e a pressão ajeita tudo; este é o tal do freio de arrumação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém chegar para ti, querendo resolver um problema, cheio de argumentos, lhe pergunte: meu caro, escolha, nesta questão, tu quer ter razão ou quer ser feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguém muito perturbado, exorcise assim: Saiam demônios, deste corpo, mas saiam de dez em dez que é prá não causar tumulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(as frases são coletadas, sou só o escriba)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4319107634258810388?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4319107634258810388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4319107634258810388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4319107634258810388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4319107634258810388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/sabedoria-popular.html' title='Sabedoria popular'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-8163832548391656951</id><published>2011-03-06T16:32:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T16:32:59.303-08:00</updated><title type='text'>Receita para uma paráfrase (sistêmica).</title><content type='html'>Quando você pensar em resolver uma coisa complexa com uma ideía genial que te ocorra de inopino, pense nesta paráfrase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comece com uma pitada de luhman (a realidade como sistema).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refoque no racional-populismo americano (vc tem que pensar como seu adversário para vencê-lo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescente a lição do Capitão Nascimento no Tropa de Elite 2 (mas quem decide é o sistema; porque o sistema, filho, é foda!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enfim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para vencer o sistema, filho, você tem que pensar como ele, sistematicamente."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-8163832548391656951?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/8163832548391656951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=8163832548391656951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8163832548391656951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8163832548391656951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/receita-para-uma-parafrase-sistemica.html' title='Receita para uma paráfrase (sistêmica).'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4177366028856652453</id><published>2011-03-06T16:26:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T15:31:48.495-08:00</updated><title type='text'>Os textículos do carnaval</title><content type='html'>O carnaval é a olimpíada da alegria e do trago: só comparecem os melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho para o inferno é íngreme e escorregadio. O caminho para o céu também é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música expressa várias coisas; mas a percussão expressa a incansável batida do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4177366028856652453?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4177366028856652453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4177366028856652453' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4177366028856652453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4177366028856652453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2011/03/os-texticulos-do-carnaval.html' title='Os textículos do carnaval'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-2944314779432064273</id><published>2010-12-05T12:14:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T12:14:22.090-08:00</updated><title type='text'>Consciência tranquila,  memória ruim.</title><content type='html'>Tem um ditado que diz que uma consciência tranquila pode se basear em uma memória ruim. Abaixo um texto interessante sobre o tema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra é péssima para a memória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade para lembrar e assumir os episódios mais traumáticos do passado é comum a pessoas e países. Cada um remodela sua lembrança, e falta tempo para assimilar uma história global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacinto Antón&lt;br /&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves &lt;br /&gt;Visite o site do El País: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/11/05/ult581u2893.jhtm &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matou alguém? "Não sei. Nunca se sabe. Todos atiram. Você atira..." Cirilo Carranza, 87 anos, não vacilou até agora. Abriu sua memória com uma exatidão surpreendente, lembrando fatos de 70 anos atrás: a marcha para o Ebro com a 13ª Brigada Internacional, entre campos onde os agricultores deixavam sua tarefa para animá-los levantando o punho e gritando "Viva a República!"; a travessia do rio em 25 de julho de 1938 às 24 horas. "Como passei? De barco, em silêncio; o medo o torna silencioso. Se havia perigo? Claro!"; o ataque da aviação na planície de Corbera - "Nos metralhou a esquadrilha de Morato, filhos da mãe, com seus Mecheresmits" [pronuncia assim, com stacato raivoso, e não Messerschmitts]. "Se nos apanham na serra de Pàndols, onde não se podia esconder, cavar, eu estaria morto"; o assalto "dos mouros, gente ruim, até hoje não posso nem vê-los"; a ocasião em que pela primeira vez em anos comeram bananas; os poloneses da brigada gritando "Curva!" - "Sabe o que significa? Sim, prostituta"; a retirada, "muito organizada", protegidos pela "Gloriosa, nossa aviação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele lembrou, sorvendo seu café com leite e traçando linhas com os dedos sobre a mesa gasta do bar, posições e movimentos. Lembrou o conhaque com que enchia o cantil, as bolachas e o marmelo, o peso de seu fuzil, "um fuzil russo, mais alto que eu, muito ruim, que com dois tiros emperrava, sorte das bombas de mão". Mas em sua memória, embora haja mortos - "Às vezes tínhamos de enterrá-los porque cheiravam mal" -, Cirilo não mata ninguém, nem vê ninguém morrer. "Se você avança não pára porque alguém caiu, e se voltar, menos ainda; ninguém olha para trás."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O depoimento de Carranza, nascido em Barakaldo mas criado em Badalona, que se alistou como voluntário com 17 anos e, homem áspero mas honesto, continua fiel ao ideário revolucionário - "Quê? Você trabalhava no domingo? Que merda! Para isso fizemos a guerra?" -, é muito diferente do de outro veterano, de outra contenda, o alemão Peter Brill, 85 anos, piloto de caça da Luftwaffe na Segunda Guerra Mundial. Mas guarda pontos de contato em algo essencial: para ele também é difícil reconhecer que matou alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terraço de sua casa em Barcelona - curiosamente vizinha à de Jordi Pujol -, enquanto caem as sombras e revoa um par de morcegos, Brill evoca sua peripécia na Jagdgeschwader 77 (esquadrilha de caça). Começou seus vôos de combate na frente ocidental, nada menos que na operação Bodenplatte, o desesperado ataque de caças aos campos de pouso aliados na Bélgica e Holanda em janeiro de 1945. Depois passou para a frente leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-piloto da Luftwaffe também lembra com pormenores, enquanto a brisa move suavemente as maquetes de aviões penduradas no quarto aberto para o terraço. Lembra a carlinga do Messerchmitt-109, que se fechava como um caixão. O conselho de "nunca ir para baixo" quando era perseguido por um Mustang, muito mais rápido ao picar. A ocasião em que o motor de seu avião parou a 8.000 metros sobre território russo, ou aquela em que os bombardeiros soviéticos se defenderam "lançando granadas de pára-quedas sobre nossos caças". Quarenta combates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer recordar se fez derrubadas até depois de um bom tempo de conversa. "Não digo!" então sim, quando a noite apagou seu interlocutor, chega a confidência: "Derrubei quatro russos. Os matei, com certeza. Você atira com tudo. O avião se destroça. Ninguém sai vivo. Não gosto de falar disso. Não estou orgulhoso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piloto octogenário, o velho soldado republicano... "A memória é o que a gente quer recordar", indica o historiador Ronald Fraser, autor de "Recuérdalo tú, y recuérdalo a otros" [Lembre você e lembre aos outros] (ed. Crítica), sobre a experiência de mais de 300 pessoas durante a Guerra Civil espanhola. "De todos esses entrevistados não encontrei nenhum que tivesse matado alguém", continua, agitando a cabeça enquanto bebe água no bar de seu hotel, durante uma visita a Barcelona. "É muito interessante, as pessoas não querem lembrar o que não é socialmente permitido." Como no caso de Carranza, de Brill ou daquele outro piloto, José Sandoval, ás da aviação republicana no comando de seu Chato, que nunca quis falar de suas derrubadas. "Sim, sim, é assim, muito curioso." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é possível recuperar a memória global da história, com tanta lacuna? "Não, não há uma memória. A memória é subjetiva e individual. Cada um tem a sua. E é uma memória remodelada, uma rememória. Em boa parte, as pessoas montam suas próprias recordações. Não se pode confiar muito no relato objetivo. Mais nas motivações, porque se as pessoas não tivessem feito o que fizeram não teria acontecido o que aconteceu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Fraser, a única materialização tangível da memória "são as fossas comuns, e mesmo nesse caso é preciso ir com muito cuidado, ser muito rigoroso. Já vi números muito exagerados em alguns lugares, em Valência, por exemplo. Deveria ser feito um controle refinado de tudo isso, em nível de Estado. Se não há um padrão, uma norma, cada região fará o seu a sua maneira e não conseguiremos cifras exatas e indiscutíveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as pessoas têm dificuldade para assumir seu passado, os países agem igualmente, ocultando ou negando os acontecimentos que para eles são traumáticos ou vergonhosos. Os japoneses insistem em ignorar sua responsabilidade e até negam a invasão da China. Os italianos deixavam passear de bicicleta por Roma o SS Erich Priebke, um dos carrascos das Fossas Ardeatinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste verão se viveu mais uma tentativa de fechar uma dessas grandes cicatrizes da memória que possui a vizinha França: o massacre de Oradour-sur-Glane, no Limousin. Em 10 de junho de 1944, efetivos da 2ª Divisão Panzer das Waffen-SS, a duríssima Das Reich, curtida e enrijecida na frente leste, assassinaram 642 pessoas - entre elas 245 mulheres, 207 crianças e o abade Chapelle, paradoxalmente partidário de Petain - e arrasaram a cidade em uma orgia de horror (chegou-se a atirar um menino ao forno do padeiro) vagamente justificada pelo suposto apoio da localidade à Resistência. Depois da guerra, na hora de julgar os fatos, a França se encontrou com a desagradável surpresa de que 14 dos SS acusados de participar do massacre eram alsacianos: 13 "Malgré nous" (incorporados à força ao exército nazista), mas também um voluntário. As sentenças foram muito brandas, o que provocou indignação por um lado, mas também o desagrado da Alsácia-Lorena, na consideração de que seus jovens tinham sido usados como bodes-expiatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto, a ponta do iceberg da participação francesa no exército de Hitler (47 mil alsacianos morreram ou desapareceram lutando sob as bandeiras nazistas no leste e um batalhão da Divisão das SS Carlos Magno, de voluntários franceses, esteve entre a nata dos defensores de Berlim), para não falar no colaboracionismo, continua sem estar totalmente resolvido. Os automóveis com placa dos departamentos da Alsácia foram tradicionalmente apedrejados em Oradour e no Limousin em geral, região onde os "maquisards" da Resistência foram muito castigados pelos nazistas (e não só ali: 105 homens acusados de fazer parte do maquis de Manises foram fuzilados em 12 de junho de 1944 nas Ardenas por um comando do 36º Regimento de Carros da Whermacht no qual também havia voluntários alsacianos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro sobre a sangrenta marcha da SS Das Reich através da França rumo à Normandia ("Das Reich", Pan Books, 1981), o historiador Max Hastings sugere que a conexão nacional com a chacina de Oradour poderia ser ainda mais sinistra: os nazistas teriam escolhido como alvo o povoado - um absurdo do ponto de vista militar - por causa de informações de uma fonte francesa ingênua ou mal-intencionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho passado, no 64º aniversário do massacre, houve a enésima tentativa de reconciliação e do ato em memória das vítimas participaram Raphël Nisand, prefeito da alsaciana Schistigheim, que faz parte da comunidade urbana de Estrasburgo, e Jean Marie Bockel, que simbolicamente une a sua condição de secretário de Estado da Defesa e ex-combatente da Resistência o fato de ser alsaciano. Bockel reconheceu que é inegável que houve alsacianos que compartilharam a ideologia nazista, e ao mesmo tempo lembrou que entre os mártires de Oradour havia famílias alsacianas. O prefeito de Oradour, Raymond Frugier, é a favor da reconciliação, mas não muito antes teve de engolir o sapo de ver morrer de velhice, em sua cama e sem remorsos, com 86 anos, um dos piores sujeitos (e havia muitos), o sargento Heinz Barth, que se vangloriou diante de seu pelotão a caminho do povoado: "Hoje vocês vão ver correr sangue". Frugier disse: "Por crimes como esses uma pessoa não deveria ser perdoada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas com a memória como os de Oradour na França existem em todos os países. "Sim, claro", afirma Fraser. "A França não fez o que deveria fazer. Essas feridas demoram muito para sarar. Inclusive nos EUA de alguma maneira a brecha da Guerra Civil entre o norte e o sul se perpetuou por 150 anos. Na Espanha as feridas são maiores, especialmente entre os vencidos. Mas a sociedade espanhola está suficientemente madura para assimilar seu passado. É melhor assumir do que reprimir. Se não, sempre volta por caminhos inesperados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês, britânicos, também têm os seus, eu digo ao historiador; para não falar de que os incomodou ouvir que Montgomery era gay, aí está o recente problema com os gurkhas, as tropas mercenárias nepalesas que lutaram ferozmente pelo império e aos quais demoraram tanto a conceder direitos de cidadania. Inclusive dois vencedores da Segunda Guerra Mundial da Cruz de Vitória, a maior recompensa ao valor, Lachhiman Gurung, de 91 anos, e Tul Bahadur, de 86, tiveram de dar a cara e - como as legiões amotinadas do Reno diante de Germânico - mostrar suas cicatrizes nos tribunais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é mais fácil lutar com granadas contra os japoneses do que contra a memória fraca de um povo. "Sim, é incrível, essa gente que lutou na primeira linha por nós, tão valentes, e regateiam suas pensões. Na Grã-Bretanha temos outros casos: continuamos vivendo Dunquerque como uma vitória, quando foi uma grande derrota. Ou os bombardeios sobre a Alemanha: ainda se acredita que foram justificados, é difícil assumir que tanto sofrimento não serviu para encurtar a guerra. Esquecer, adaptar à memória a nossa conveniência, é uma reação humana comum, em nível mundial. Como você administra a memória tem a ver com o destino que tiveram as populações depois dos traumas. A Alemanha foi obrigada a assumir sua culpa em Nuremberg. Para o vencido a memória sempre é muito problemática."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma guerra fratricida é ruim para a memória. "E mais que isso. Na Espanha houve um grande silêncio entre os que a viveram. Ninguém falava disso com seus filhos. Silêncio e esquecimento. Creio que em seu foro íntimo, com o passar dos anos, todos, inclusive os vencedores, pensavam que nada valia a pena uma guerra civil. Agora parece que as pessoas estão dispostas a falar. Mas nunca se poderá fazer uma recuperação total. É preciso assumir as feridas que restaram do conflito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fraser duvida quando lhe pergunto se confrontar as pessoas com sua memória, fazê-las recordar, tem um valor catártico: "Eu não saberia dizer, mas houve um caso, um capitão de artilharia que eu entrevistei e que participou da tomada do Quartel de la Montaña. Depois de lembrar tudo, sofreu um infarto. Imagine, um homem que havia sobrevivido à guerra e eu quase o matei ao fazê-lo recordar."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-2944314779432064273?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/2944314779432064273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=2944314779432064273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2944314779432064273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2944314779432064273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/12/consciencia-tranquila-memoria-ruim.html' title='Consciência tranquila,  memória ruim.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5096958889551923364</id><published>2010-12-05T12:10:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T12:10:21.828-08:00</updated><title type='text'>Mulheres X Homens</title><content type='html'>Entendendo definitivamente os homens. Uma visão real.&lt;br /&gt;(Texto atribuído a Arnaldo Jabor.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lendo um monte de besteiras que as mulheres escrevem em livros sobre o&lt;br /&gt;'universo masculino', que resolvi escrever esse e-mail. Não tenho objetivo&lt;br /&gt;de 'revelar' os segredos dos homens, mas amigos, me desculpem. Não se&lt;br /&gt;trata de quebrar nosso código de ética. Isso vai ajudar as mulheres a&lt;br /&gt;entenderem os homens e, enfim, pararem de tentar nos mudar com métodos&lt;br /&gt;ineficazes. Vou começar de sola. Se não estiver preparada nem continue a&lt;br /&gt;ler. E digo com segurança: o que escrevo aqui se aplica a 99,9% dos homens&lt;br /&gt;baianos e brasileiros (sem medo de errar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe homem fiel. Você já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas&lt;br /&gt;afirmo com propriedade. Não é desabafo. É palavra de homem que conhece&lt;br /&gt;muitos homens e que conhecem, por sua vez, muitos homens. Nenhum homem é&lt;br /&gt;fiel, mas pode estar fiel, ou porque está apaixonado (algo que não dura&lt;br /&gt;muito tempo - no máximo alguns meses - nem se iluda) ou porque está&lt;br /&gt;cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo: isso&lt;br /&gt;vai se voltar contra você). A única exceção é o crente extremamente&lt;br /&gt;convicto. Se você quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles&lt;br /&gt;bitolados, mas agüente as outras conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desanime. O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia. Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento. O homem só precisa de uma bunda. A mulher precisa de um&lt;br /&gt;motivo para trair, o homem precisa de uma mulher.  proteja e lhe dê carinho.&lt;br /&gt;O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal e a&lt;br /&gt;realização pessoal dele vem de diversas formas: pode vir com o sentimento&lt;br /&gt;de paternidade, com uma família estruturada, etc., mas nunca vai vir se&lt;br /&gt;não puder ter acesso a outras fêmeas e se não puder ter relativo sucesso&lt;br /&gt;na profissão. Se você cercar seu homem (tipo, mulher que é sócia do marido&lt;br /&gt;na empresa; o cara não dá um passo no dia-a-dia sem ela) você vai&lt;br /&gt;sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair, mas&lt;br /&gt;ou seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a fuga na&lt;br /&gt;comida) e vai ser pobre (por que não vai ter a cabeça tranqüila para se&lt;br /&gt;desenvolver profissionalmente. (Vai ser um cara sem ambição e sem futuro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tente mudar para seu homem ser fiel. Não adianta. Silicone, curso de&lt;br /&gt;dança sensual, se vestir de enfermeira, etc... nada disso vai adiantar. É&lt;br /&gt;lógico que quanto mais largada você for, menor a vontade do homem de ficar&lt;br /&gt;com você e maior as chances do divórcio. Se ser perfeita adiantasse Julia&lt;br /&gt;Roberts não tinha casado três vezes. Até Gisele Bunchen foi largada por Di&lt;br /&gt;Caprio, não é você que vai ser diferente (mas é bom não desanimar e sempre&lt;br /&gt;dar aquela malhadinha). O segredo é dar espaço para o homem viajar nos&lt;br /&gt;seus desejos: na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela&lt;br /&gt;mulher ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, troca de olhares.&lt;br /&gt;Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora. Isso é o segredo para&lt;br /&gt;um bom casamento. Deixe ele se distrair, todos precisam de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das seis. Eles&lt;br /&gt;não existem nesse conceito que você imagina. Os homens perfeitos de hoje&lt;br /&gt;são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que traem esporadicamente&lt;br /&gt;(uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher, ou&lt;br /&gt;seja, não gastam o dinheiro da família com amantes, não constituem outra&lt;br /&gt;família, não traem muitas vezes, não mantêm relações várias vezes com a&lt;br /&gt;mesma mulher (para não criar vínculos) e, sobretudo, são muuuuuito&lt;br /&gt;discretos: não deixam a esposa saber (e nem ninguém da sua relação, como&lt;br /&gt;amigas, familiares, etc.). Só, e somente só, um ou outro amigo DELE deve&lt;br /&gt;saber, faz parte do prazer do homem contar vantagem sexual. Pegar e não&lt;br /&gt;falar para os amigos é pior do que não pegar. As traições do homem&lt;br /&gt;perfeito geralmente são numa escapulida numa boate, ou com uma garota de&lt;br /&gt;programa (usando camisinha e sem fazer sexo oral nela), ou mesmo com uma&lt;br /&gt;mulher casada de passagem por sua cidade. O homem perfeito nunca trai com&lt;br /&gt;mulheres solteiras. Elas são causadoras de problemas. Isso remete ao&lt;br /&gt;próximo tópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESSE TÓPICO NÃO É PARA AS ESPOSAS - É PARA AS SOLTEIRAS OU AMANTES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçam de uma vez por todas esse negócio de homem não gosta de mulher&lt;br /&gt;fácil. Homem adora mulher fácil. Se 'der' de prima então, é o máximo. Todo&lt;br /&gt;homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil&lt;br /&gt;ele parte para outra. A demanda é muito maior do que a procura. O mercado&lt;br /&gt;tá cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no&lt;br /&gt;dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema).&lt;br /&gt;Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de você não ligar para o&lt;br /&gt;homem e ele gostar de você não quer dizer que foi por você se fazer de&lt;br /&gt;difícil, mas sim por você não representar ameaça para ele. Ele vai ficar&lt;br /&gt;com tanta simpatia por você que você pode até conseguir fisgá-lo e&lt;br /&gt;roubá-lo da mulher. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Vai&lt;br /&gt;começar ELE a te procurar. Se ele não te procurar era porque ele só queria&lt;br /&gt;aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand by. Não vá se vingar,&lt;br /&gt;você só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada,&lt;br /&gt;você também fez uso do corpo dele - faz parte do jogo; guarde como um&lt;br /&gt;momento bom de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;90% dos homens não querem nada sério. Os 10% restantes estão&lt;br /&gt;momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama&lt;br /&gt;por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento.&lt;br /&gt;Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que te fala&lt;br /&gt;no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre). Não seja idiota,&lt;br /&gt;aproveite o momento, finja que acredita que ele está apaixonado e dê logo&lt;br /&gt;para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou então nem saia com ele. Fazer&lt;br /&gt;doce só agrava a situação, estamos em 2007 e não em 1957. Esqueça os&lt;br /&gt;conselhos da sua avó, os tempos são outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser uma boa esposa e para ter um casamento pelo resto da vida faça o&lt;br /&gt;seguinte: Tente achar o homem perfeito do 5º item, dê espaço para ele. Não&lt;br /&gt;o sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação. Seja uma boa&lt;br /&gt;esposa, mantenha-se bonita, malhe, tenha uma profissão (não seja dona de&lt;br /&gt;casa), seja independente e mantenha o clima legal em casa. Nada de&lt;br /&gt;sufocos, de 'conversar sobre a relação', de ficar mexendo no celular dele,&lt;br /&gt;de ficar apertando o cerco, etc. Você pode até criar 'muros' para ele, mas&lt;br /&gt;crie muros invisíveis e não muito altos. Se ele perceber ou ficar sem&lt;br /&gt;saída, vai se sentir ameaçado e o casamento vai começar a ruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última dica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você está revoltada por este e-mail, aqui vai um conselho: vá tomar uma&lt;br /&gt;água e volte para ler com o espírito desarmado. Se revoltar quanto ao que&lt;br /&gt;está escrito não vai resolver nada em sua vida. Acreditar que o que está&lt;br /&gt;aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa técnica (iludir-se faz parte da&lt;br /&gt;vida, se você é dessas, boa sorte!). Mas tudo é a pura verdade. Seu&lt;br /&gt;marido/noivo/namorado te ama, tenha certeza, senão não estaria com você,&lt;br /&gt;mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do carro. Isso é&lt;br /&gt;científico. O homem que você deve buscar para ser feliz é o homem perfeito&lt;br /&gt;do item 5º. Diferente disso ou é crente, ou viado ou tem algum trauma (e&lt;br /&gt;na maioria dos casos vão ser pobres). O que você procura pode ser&lt;br /&gt;impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz&lt;br /&gt;ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você&lt;br /&gt;nunca vai encontrar. Espero ter ajudado em alguma coisa. Agora, depois de&lt;br /&gt;tudo isso dito, cadê a coragem de mandar este e-mail para minha mulher??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5096958889551923364?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5096958889551923364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5096958889551923364' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5096958889551923364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5096958889551923364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/12/mulheres-x-homens.html' title='Mulheres X Homens'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5181632468317923525</id><published>2010-12-05T12:07:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T12:07:04.542-08:00</updated><title type='text'>Texto atribuído a Jabor: Eu chamaria de egoísmo x altruísmo</title><content type='html'>Será que a opinião pública está tão interessada assim na visão que  Narcisa&lt;br /&gt;Tamborindeguy ou Adriane Galisteu têm da vida? A julgar pelo espaço que a&lt;br /&gt;mídia dedica a esse tipo de formador (?????)  de opinião, o Brasil virou um&lt;br /&gt;imenso Castelo de Caras. Adriane Galisteu, após o seu casamento relâmpago,&lt;br /&gt;falou às páginas amarelas de "Veja" e  deu aula magna de insensibilidade,&lt;br /&gt;egoísmo e... sinceridade! Estranha mistura, mas a moça tem razão quando se&lt;br /&gt;diz sincera. Ela não engana, revela‑se de corpo (e que corpo!) inteiro, e o&lt;br /&gt;retrato que aparece é assustador! Adriane teve uma infância atribulada,&lt;br /&gt;perdeu o pai aos 15 anos, ainda pobre, e um irmão com AIDS quando já não era&lt;br /&gt;tão pobre. "Eu não tinha um tostão, não tinha dinheiro para comprar um&lt;br /&gt;pastel. Meu irmão estava doente. Minha mãe ganhava 190 reais do INSS, meu&lt;br /&gt;pai já tinha morrido. Eu sustentava todo mundo e não tinha poupança&lt;br /&gt;alguma". Peço licença a Adriane, mas vou falar de outra infância triste&lt;br /&gt;de mulher,a de Rosa Célia Barbosa. Seu perfil ‑ admirável ‑ surgiu em&lt;br /&gt;recente reportagem da "Vejinha" sobre os melhores médicos do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Alagoana, pequena, 1m50cm, começou a sua odisséia aos sete anos.  Largada&lt;br /&gt;num orfanato em Botafogo, Rosa Célia chorou durante meses. Toda a mulher de&lt;br /&gt;saia eu achava que era a minha mãe que vinha me  buscar.  Depois de um&lt;br /&gt;tempo, desisti.". Voltemos a Adriane Galisteu. Ela é rica, bem sucedida, e&lt;br /&gt;"nem na metade da escada ainda". A escada, não deixa de ser uma boa imagem&lt;br /&gt;para alguém que ‑ como uma verdadeira Scarlet O´Hara de tempos neoliberais&lt;br /&gt;(muito mais neo que liberais) ‑ resolveu que nunca mais vai passar fome. Até&lt;br /&gt;aí, tudo bem; mas é desconcertante ver como o sofrimento pode levar à total&lt;br /&gt;insensibilidade. Pergunta da repórter a Adriane se ela faria algo para o bem&lt;br /&gt;do outro: "Para o bem do outro? Não, só faço pelo meu bem. Essa coisa de dar&lt;br /&gt;sem cobrar, dar sem pedir, não existe. Depois, você acaba jogando isso&lt;br /&gt;na cara do outro." "Você nunca cede, então?" "Cedo, claro que cedo. Já cedi&lt;br /&gt;em coisas que não afetam a minha vida. Ele gosta de dormir em lençol&lt;br /&gt;de linho&lt;br /&gt;&gt;&gt;&gt;&gt; e eu gosto de dormir em lençol de seda. Aí dá para ceder..." Rosa Célia&lt;br /&gt;fez vestibular de medicina quando morava de favor num&lt;br /&gt;quartinho e trabalhava para manter‑se. Formou‑se e resolveu dedicar‑se à&lt;br /&gt;cardiologia neonatal e infantil, quando trabalhava no Hospital da Lagoa. Sem&lt;br /&gt;saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar no&lt;br /&gt;National Heart Hospital, em Londres, com Jane Sommerville, a maior&lt;br /&gt;especialista mundial no assunto. Estudou inglês e conseguiu uma bolsa e uma&lt;br /&gt;carta da Dra. Sommerville. Em Londres, era gozada pelos colegas ingleses por&lt;br /&gt;causa de seu inglês jeca. Ganhou o respeito geral quando acertou um&lt;br /&gt;diagnóstico difícil numa paciente escocesa, após examiná‑la por oito horas&lt;br /&gt;seguidas. "Ela falava um inglês ainda pior do que o eu", lembra Rosa Célia&lt;br /&gt;divertida.&lt;br /&gt;Adriane Galisteu está rica, mas não confia em ninguém, salvo na mãe Nem nos&lt;br /&gt;amigos. Vejam: "Eu não posso sair confiando nas pessoas". Não tenho&lt;br /&gt;motorista, nem segurança, por isso mesmo. É mais gente para te trair.  Eu&lt;br /&gt;confio mais nos bichos do que nas pessoas. Ainda existem pessoas que acham&lt;br /&gt;que eu tenho amnésia. Muitas das que convivem comigo hoje já me viraram a&lt;br /&gt;cara quando estava por baixo. Mas você pensa que eu as trato  mal? Trato com&lt;br /&gt;a maior naturalidade. Porque elas podem até me usar, mas eu&lt;br /&gt;vou usá‑las também. "É uma troca." De Londres, Rosa Célia iria direto para&lt;br /&gt;Houston, nos Estados Unidos. Fora escolhida e convidada para a Meca da&lt;br /&gt;cardiologia mundial. Futuro brilhante a aguardava. Uma gravidez inesperada&lt;br /&gt;atrapalhou o sonho. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, voltando&lt;br /&gt;ao Rio de Janeiro. Reassumiu seu cargo no Hospital da Lagoa e abriu&lt;br /&gt;consultório. Mas todo ano&lt;br /&gt;viaja para estudar. Passa no mínimo um mês no Children´s Hospital, em&lt;br /&gt;Boston, trabalhando 12 horas por dia. "Você gosta de dinheiro, (Adriane)?"&lt;br /&gt;"Adoro dinheiro e detesto hipocrisia". Gasto, gosto de gastar, gosto de não&lt;br /&gt;fazer conta, de viajar de primeira classe. Tem gente que fala: esse dinheiro&lt;br /&gt;que ganhei  eu vou doar... O meu eu não dôo não. O meu eu dôo é para a minha&lt;br /&gt;conta. Eu adoro fazer o bem, mas também tenho minhas prioridades: minha&lt;br /&gt;casa, minha família. Primeiro vou ajudar quem está mais próximo. "Mas&lt;br /&gt;faço minhas campanhas beneficentes." Rosa Célia atualmente chefia um&lt;br /&gt;sofisticadíssimo centro cardiológico, o Pró‑Cardíaco. Lá são tratados casos&lt;br /&gt;limite, histórias tristes. O hospital é privado e caríssimo, mas ela achou&lt;br /&gt;um jeito de operar ali crianças sem posses. Criou uma ONG, passa o chapéu,&lt;br /&gt;fala com amigos e com empresários. O seu Projeto Pró‑Criança já atendeu mais&lt;br /&gt;de 500, e 120&lt;br /&gt;foram operadas. Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher,&lt;br /&gt;baixinha, alagoana. Eu fiz." Voltemos a Adriane Galisteu e esbarraremos,&lt;br /&gt;brutalmente, na frustração. Já tive vontade de viajar e não podia. Queria&lt;br /&gt;ter um carro e não tinha.  Queria ter feito uma faculdade e não tive&lt;br /&gt;dinheiro. Não que eu sinta falta de livros, porque livro a gente compra na&lt;br /&gt;esquina, e conhecimento a gente adquire na vida. Eu sinto falta é de contar&lt;br /&gt;para os amigos essas histórias que todo mundo tem, do tempo da&lt;br /&gt;faculdade. Duas vidas, dois perfis fora da normalidade, matéria‑prima para&lt;br /&gt;os órgãos de imprensa. Mas qual é a mais valorizada pela mídia hoje em dia?&lt;br /&gt;É fácil constatar e chegar à conclusão de que há algo muito errado com a&lt;br /&gt;nossa sociedade. Pode ser até que o leitor tenha interesse mórbido&lt;br /&gt;em saber o que as louras e morenas burras ou muito espertas andam fazendo,&lt;br /&gt;mas a mídia não deve limitar‑se a refletir e a conformar‑se com a&lt;br /&gt;mediocridade, o vazio, o oportunismo e a falta de ética. Os órgãos de&lt;br /&gt;imprensa devem ter um papel transformador na sociedade e, nesse sentido,&lt;br /&gt;estaríamos melhor servidos se houvesse mais Rosas Célias nos jornais, nas&lt;br /&gt;revistas e TVs que nos cercam. Voltando ao Castelo de Caras, as belas&lt;br /&gt;Adrianes, Narcisas, Lucianas,Suzanas ou Carlas, certamente encontrarão lá um&lt;br /&gt;espelho mágico... Se for mesmo mágico dirá que Rosa Célia é mais bela do que&lt;br /&gt;todas vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5181632468317923525?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5181632468317923525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5181632468317923525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5181632468317923525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5181632468317923525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/12/texto-atribuido-jabor-eu-chamaria-de.html' title='Texto atribuído a Jabor: Eu chamaria de egoísmo x altruísmo'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-6462117823291767307</id><published>2010-12-05T12:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T12:02:42.774-08:00</updated><title type='text'>Alguém ter muito, muito dinheiro, é injusto com os pobres?</title><content type='html'>Leia esta e outras respostas nos 'sete pecados capitais' segundo Mahatma Gandhi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. política sem princípios; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. riqueza sem trabalho; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. prazer sem consciência; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. conhecimento sem caráter; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. comércio sem moralidade; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. ciência sem humanidade; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. devoção sem sacrifício&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-6462117823291767307?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/6462117823291767307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=6462117823291767307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6462117823291767307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6462117823291767307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/12/alguem-ter-muito-muito-dinheiro-e.html' title='Alguém ter muito, muito dinheiro, é injusto com os pobres?'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4872562997447750800</id><published>2010-12-05T11:59:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T11:59:27.281-08:00</updated><title type='text'>Fala a um antigo amigo</title><content type='html'>Meu Amigo Pedro (letra do mestre Raul)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes Pedro você fala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre a se queixar da solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena que você não sabe não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai pro seu trabalho todo dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber se é bom ou se é ruim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando quer chorar vai ao banheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro, as coisas não são bem assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu sinto o paraíso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou me queimo torto no inferno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso em você meu pobre amigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que só usa sempre o mesmo terno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro onde você vai eu também vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro onde você vai eu também vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo acaba onde co..me..çou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente me ensinar das tuas coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a vida é séria e a guerra é dura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se não puder cale essa boca, Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deixa eu viver minha loucura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro Pedro aqueles velhos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os dois pensavam sobre o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu te chamo de careta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você me chama de vagabundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro onde você vai eu também vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro onde você vai eu também vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tudo acaba onde co..me..çou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os caminhos são iguais&lt;br /&gt;O que leva à glória ou a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     perdição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantos caminhos, tantas portas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, somente um tem coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu não tenho nada a te dizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não me critique como eu sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós é um universo, Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde você vai eu também vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro onde você vai eu também vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro onde você vai eu também vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo acaba onde co..me..çou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que tudo acaba onde co..me..çou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4872562997447750800?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4872562997447750800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4872562997447750800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4872562997447750800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4872562997447750800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/12/fala-um-antigo-amigo.html' title='Fala a um antigo amigo'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-8696241563898742579</id><published>2010-12-05T11:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T11:55:24.530-08:00</updated><title type='text'>Antigamente a Lei funcionava; mas doía demais...</title><content type='html'>SENTENÇA JUDICIAL DATADA DE 1833 - PROVÍNCIA DE SERGIPE&lt;br /&gt;  &gt; &lt;br /&gt;  &gt; &lt;br /&gt;  &gt; O adjunto de promotor público, representa contra o cabra Manoel Duda, porque&lt;br /&gt;  &gt; no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento&lt;br /&gt;  &gt; ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava em uma moita&lt;br /&gt;  &gt; de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria&lt;br /&gt;  &gt; para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito&lt;br /&gt;  &gt; cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della&lt;br /&gt;  &gt; de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou&lt;br /&gt;  &gt; e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam&lt;br /&gt;  &gt; o cujo&lt;br /&gt;  &gt; em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer&lt;br /&gt;  &gt; naufrágio do sucesso faz prova.&lt;br /&gt;  &gt; &lt;br /&gt;  &gt; CONSIDERO:&lt;br /&gt;  &gt; &lt;br /&gt;  &gt; QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com&lt;br /&gt;  &gt; ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar,porque&lt;br /&gt;  &gt; casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana; QUE o cabra Manoel&lt;br /&gt;  &gt; Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas&lt;br /&gt;  &gt; vizinhas, tanto que quis também fazer conxambranas com a Quitéria&lt;br /&gt;  &gt; e Clarinha, moças donzellas; QUE Manoel Duda é um sujetio perigoso e que&lt;br /&gt;  &gt; se não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo&lt;br /&gt;  &gt; medo até nos homens.&lt;br /&gt;  &gt; &lt;br /&gt;  &gt; CONDENO:&lt;br /&gt;  &gt; &lt;br /&gt;  &gt; O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser&lt;br /&gt;  &gt; CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE.A execução desta peça deverá&lt;br /&gt;  &gt; ser feita na cadeia desta Villa.Nomeio carrasco o carcereiro. Cumpra-se&lt;br /&gt;  &gt; e apreguem-se editais nos lugares públicos.&lt;br /&gt;  &gt; Manoel Fernandes dos Santos.&lt;br /&gt;  &gt; Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe,&lt;br /&gt;  &gt; 15 de Outubro de 1833&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-8696241563898742579?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/8696241563898742579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=8696241563898742579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8696241563898742579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8696241563898742579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/12/antigamente-lei-funcionava-mas-doia.html' title='Antigamente a Lei funcionava; mas doía demais...'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-6540736460761788895</id><published>2010-12-05T11:53:00.001-08:00</published><updated>2010-12-05T11:53:49.234-08:00</updated><title type='text'>(Sobre o silêncio): shhh!</title><content type='html'>Havia numa pequena aldeia esquecida entre as montanhas um confeiteiro mestre. Passou a vida fazendo bolos e doces. Com o tempo não via mais graça em fazer sempre os mesmos e começou a inventar. Os primeiros foram os bombons de chocolate com ar comprimido que – buff – acabavam explodindo no ar, deixando nele um delicioso cheiro de chocolate e alguma erva especial que lhe era misturada. E daí seguiram-se muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também havia nesta aldeia um padre muito zeloso de seu ofício. Estudava muito a bíblia e se empenhava de corpo e alma na pregação de cada sermão que fazia. Tinha porém o terrível hábito de fazer questão de saber se os fiéis realmente tinham sido arrebatados pela palavra divina vinda através de sua boca. Usava um bom critério: o tempo que as pessoas demoravam para voltar a conversar animada e frivolamente após o sermão e o fim do culto. Depois comparava com a impressão que outras atividades causavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excluiu logo de início o sexo, não porque o achasse sem importância, mas porque não via como pesquisá-lo sem sujar-se daqueles que o praticam como que religiosamente.&lt;br /&gt;Quadros bem pintados por exemplo, costumavam gerar o mesmo tempo de enlevo calado que um sermão mediano. O que não fazia sentido era que os melhores sermões perdessem sempre para os doces do confeiteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo o padre que aquele os preparava no mais absoluto silêncio, chegou a pensar se era obra demoníaca que se ocultava ou se simplesmente aquele silêncio prazeroso que se seguia ao comer não era causado na alma, mas por algum ingrediente qualquer que lhe imitava os efeitos muito perfeitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia chega à aldeia um viajante e escreve a resposta aos questionamentos do padre; e esse, ao ler, se liberta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, escreve abaixo o que pensas que escreveu o estrangeiro,  sim, tu mesmo leitor, escreve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-6540736460761788895?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/6540736460761788895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=6540736460761788895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6540736460761788895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6540736460761788895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/12/sobre-o-silencio-shhh.html' title='(Sobre o silêncio): shhh!'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-620382682673254545</id><published>2010-12-05T11:51:00.001-08:00</published><updated>2010-12-05T11:51:52.405-08:00</updated><title type='text'>VIAJANDO PELA MUNDO RICO.</title><content type='html'>Vivemos num mundo muito rico. A Terra é rica, e não estou falando de dinheiro, mas de momentos e encontros. Mas 'muito rico' aqui não quer dizer maravilhoso, porque há muita dor, muitas injustiças e muita merda também (a gente não gosta nem de ouvir esse “nome” sujo, e quanto à merda em si, queremos dizer que o seu cheiro é culpa do ralo, mas como já perguntaram: “e quem é que usa o banheiro e alimenta o ralo”?). &lt;br /&gt;  Há pelo menos tantas porcarias, dos mais diferentes odores e feiuras, quanto beleza, bondade, amor e amizade. Mas, somando tudo,comunicado em todas as línguas, vivido em todos os lugares, praticado em todos os tempos, vivemos, definitivamente, no planeta mais rico do Universo, isso dentre os milhões (serão milhões?) de planetas existentes.&lt;br /&gt;  Somos ricos enfim, embora a riqueza não se traduza apenas por felicidade e haja  uma recorrente tristeza imposta por um mundo que faz sombra inafastável (como ninguém consegue se afastar da sombra, isso é redundante?) aos nossos sonhos e desejos. &lt;br /&gt;  Falando da parte desta riqueza que corresponde à felicidade - porque sendo a tristeza  inescapável como é, não precisamos buscar encontrá-la - se cada pessoa pudesse e se dispusesse a, durante toda a sua vida a, apenas aprender e aperfeiçoar o receber e o dar das mais variadas belezas e coisas, ainda assim, não poderia realmente usufruir senão uma pequena parte dessas coisas.&lt;br /&gt;  Quem sabe o que a música causa em nós, sabe que senão todas as pessoas, pelo menos a maioria deveria ter pelo menos algum dom musical desenvolvido. Quem já viajou para um país de língua estrangeira (Romênia, por exemplo), gostaria de saber falar pelo menos uma língua, mais universal, que lhe permitisse entrar em contato com as outras culturas. &lt;br /&gt;  Mas que língua seria essa? Nem mesmo o inglês chega perto de ser tão universal quanto a música ou outra arte popular que, não importa onde tu estejas, fala aos outros e te permite que os outros, através de suas reações, te falem também.&lt;br /&gt;  E o que dizer da riqueza do álcool? Não apenas da infinidade de variações de um mesmo tipo ou de variações de tipos de bebida; mas da riqueza de situações humanas de que o álcool participa. Como dissemos, a riqueza não é apenas boa e há acidentes, brigas, mortes, doenças e outros sofrimentos associados ao consumo do álcool, mas também há a permissão para que a parte natural do animal-homem respire, com um resfôlego, um pouco acima do peso da cultura, da moral e do cotidiano que o soterra.&lt;br /&gt;  É um mundo rico porque se viajas, podes encontrar idiotas tão grandes quanto existem em teu próprio país, aliás, podes encontrar idiotas ainda mais idiotas (porque não vais viver no mesmo mundo pequeno que vives em sua pátria, e este será o teu referencial comparativo). &lt;br /&gt;  Vais também encontrar pessoas que parecem idiotas mas não são. Pelo seu drama pessoal (a riqueza do mundo faz-se a encontrarem pessoas-momentos felizes e tristes) ou cultura, não conseguem ou não querem lembrar, conhecer ou compartilhar, na riqueza da vida, o momento do outro.&lt;br /&gt;  Mas também existem as pessoas especiais, que vais conhecer, às vezes por um pequeno momento, em um simples gesto de educação, solidariedade, amizade ou, enfim, simplesmente, humanidade, que sabes que será apenas por aquele momento e que possivelmente nunca mais a verás. É um mundo tão rico que uma situação tão significativa pode acontecer milhares de vezes, desde que tu tenhas a presença de espírito e corpo para o vivenciar.&lt;br /&gt;  É um mundo para aprender, para sorrir, para ansiar, sofrer, desejar, conversar, conhecer, experimentar, surpreender-se.&lt;br /&gt;  Mas há algo a fazer quando descobres a beleza e a riqueza do mundo: O que o mundo pede à riqueza, é que ela circule, pois não se cria e não se mantém riqueza sem que ela seja compartilhada, pois a riqueza não é um objeto, é um estado, um modo, ou uma condição,  das coisas e das pessoas, que se partilham com as outras coisas e pessoas. Isso é o reconhecimento de um lugar para a 'economia da felicidade', ao lado das atualíssimas 'economia da informação' e 'economia comportamental' (financista).&lt;br /&gt;  Dando ou recebendo, não importa a sua ênfase, até porque “é dando que se recebe” e “cada uno dá, lo que recibe, luego recibe lo que dá”, circule a riqueza do mundo que se encontra a sua disposição, ao seu encargo, responsabilidade e usufruto. &lt;br /&gt;  A ti, leitor, por fim, desejo Verdade, Realidade e Beleza, enfim, o que já tens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-620382682673254545?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/620382682673254545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=620382682673254545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/620382682673254545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/620382682673254545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/12/viajando-pela-mundo-rico.html' title='VIAJANDO PELA MUNDO RICO.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-8907202472510417836</id><published>2010-10-09T14:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T14:05:07.562-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dos amigos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá no inferno, abraça o diabo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nós capota, mas não brequa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que não falta é tatu para me levar para o buraco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-8907202472510417836?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/8907202472510417836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=8907202472510417836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8907202472510417836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8907202472510417836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/dos-amigos-ta-no-inferno-abraca-o-diabo.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4802359218246435436</id><published>2010-10-09T14:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T14:02:16.089-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ele, um nórdico, se inclina invasivamente para a frente, com seu corpo de aço, enquanto permanece ladeado de seus úteis e simétricos comparsas. Há contudo uma cortina húmida de gotículas que os separam de nós. Ainda assim, aparte, pretende nos inspirar. Mas eis que um dedo mágico deslizou pelo seu corpo, ou seria pela cortina separadora? Superfície ou substância? E nos deu a visão. A visão que já tínhamos, porque esse toque de agora sempre esteve lá, nasceram juntos e não saberemos jamais se um poderia existir sem o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4802359218246435436?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4802359218246435436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4802359218246435436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4802359218246435436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4802359218246435436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/ele-um-nordico-se-inclina-invasivamente.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-7366116194988258810</id><published>2010-10-09T13:56:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T13:56:14.295-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A substância ou forma SUPER-PROTETORA, protege de tudo, inclusive de pancada, mas não permite o protegido respirar e por isso produz água por baixo... e apodrece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-7366116194988258810?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/7366116194988258810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=7366116194988258810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7366116194988258810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7366116194988258810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/substancia-ou-forma-super-protetora.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-1908439243022634542</id><published>2010-10-09T13:53:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T13:53:55.599-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje eu arrebento. Arrebendo a inércia e torpor que me envolvem e me impedem de fazer. Hoje quero ser "homo fabris". Passa o dia e me encontro com o meu desejo parcialmente realizado. O que é um desejo parcialmente realizado? Isto depende de tuas expectativas. Se depositavas em teu objeto de desejo expectativas de felicidades próprias, elas eram irreais e desleais com a subjetividade dele... sim, o que é inegável objeto para ti, é sujeito para si próprio. Como aposto que te consideras um sujeito quando páras para pensar, embora no dia a dia te trates tanto como objeto quanto tratas aos outros sujeitos. Isso afinal não interessa. E quanto à frustração que te faz diferenciar uma coisa da outra, ela é a tua origem e te acompanha. Sofra, odeie, e assim estarás irmanado em dor com aqueles próximos-distantes-próximos que, sendo ilhas, submergem e emergem todos do mesmo mar de incompreensôes e impotência que você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-1908439243022634542?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/1908439243022634542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=1908439243022634542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1908439243022634542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1908439243022634542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/hoje-eu-arrebento.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-8020468596951290679</id><published>2010-10-09T13:39:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T13:39:24.369-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Para Franz Kafka o essencial para um artista de verdade era a aliança da paixão criativa com uma profunda humildade. Para você, o que é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-8020468596951290679?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/8020468596951290679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=8020468596951290679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8020468596951290679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/8020468596951290679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/para-franz-kafka-o-essencial-para-um.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-1498485780975440906</id><published>2010-10-09T13:34:00.001-07:00</published><updated>2010-10-09T13:36:13.121-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um clássico (sempre atual): Força para lutar, leveza para perdoar e discernimento para distinguir a hora de cada coisa. Mas a dúvida é o preço a pureza (Engenheiros do Hawai) e viver uma vida consciente é muito exigente em termos emocionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-1498485780975440906?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/1498485780975440906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=1498485780975440906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1498485780975440906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1498485780975440906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/um-classico-sempre-atual-forca-para.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-9146098329887407064</id><published>2010-10-09T13:33:00.001-07:00</published><updated>2010-10-09T13:33:15.153-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando digo "eu te perdôo" quero dizer "eu me liberto".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-9146098329887407064?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/9146098329887407064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=9146098329887407064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/9146098329887407064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/9146098329887407064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/quando-digo-eu-te-perdoo-quero-dizer-eu.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-7268033701561306230</id><published>2010-10-09T13:32:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T13:32:22.205-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O otimismo exagerado é o ópio dos desesperados. Raphael Matheus&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-7268033701561306230?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/7268033701561306230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=7268033701561306230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7268033701561306230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7268033701561306230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/o-otimismo-exagerado-e-o-opio-dos.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-2199801495801237383</id><published>2010-10-09T13:29:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T13:29:42.056-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A complexidade e a extensão do conhecimento hoje em dia, nos obriga à especialização; impositiva nem que seja para nos especializarnos em sermos generalistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-2199801495801237383?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/2199801495801237383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=2199801495801237383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2199801495801237383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2199801495801237383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/complexidade-e-extensao-do-conhecimento.html' title=''/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-7718700605677954494</id><published>2010-10-09T13:22:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T13:22:26.762-07:00</updated><title type='text'>silêncio ou diálogo?</title><content type='html'>1. - Você veio pelo anúncio?&lt;br /&gt;Ela acena afirmativa e timidamente com a cabeça.&lt;br /&gt;O anúncio procurando por uma namorada muda, certo?&lt;br /&gt;Novo aceno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. - Você veio pelo anúncio no qual eu peço a namorada muda?&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Então, ouça-me com atenção, porque essa é a nossa única chance: nossos monólogos devem, juntos, parecer uma conversa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-7718700605677954494?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/7718700605677954494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=7718700605677954494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7718700605677954494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7718700605677954494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/10/silencio-ou-dialogo.html' title='silêncio ou diálogo?'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-7442735939378944570</id><published>2010-06-24T06:23:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T06:23:13.263-07:00</updated><title type='text'>- Ei, tu aí, senhor(a) de si!</title><content type='html'>Veja a unha: &lt;br /&gt;ela sobe e desde, &lt;br /&gt;sobe e desce,&lt;br /&gt;e no movimentar-se do dedo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela sinaliza chamando para vires ao mundo meu, &lt;br /&gt;ou ir-te ao mundo teu, mas - idiota, &lt;br /&gt;- puta que pariu! - sai da porra de cima deste muro,&lt;br /&gt;antes que minha unha insana em ti se crave&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;laboriosa e criadora de purulenta ferida &lt;br /&gt;a causar pútrida chaga em tua leitosa consciência hipócrita e presunçosa; &lt;br /&gt;antes que o dia se acabe &lt;br /&gt;com minha unha traçando no céu linhas vertiginosas do teu destino alado, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deposto e encarcerado, &lt;br /&gt;na caixinha de lembranças na qual pensas escondê-lo, &lt;br /&gt;para que ninguém o leve, &lt;br /&gt;como se alguém pudesse querer algo nessas condições tão desgraçadas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ó bardo beduíno de alma exilada no monumental, ainda não sepulcral, &lt;br /&gt;deserto onde florescem, frutificam e desabrocham, &lt;br /&gt;em mirabolante quantidade e qualidade, &lt;br /&gt;todas as tuas espécies proprietárias de princípios morais e de honra, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas é lugar triste, onde vagam almas e fantasmas,&lt;br /&gt;assombrando uns aos outros, &lt;br /&gt;onde não se concebem lágrimas ou gargalhadas,&lt;br /&gt;para fender o solo seco do teu coração,&lt;br /&gt;suportado pelo subsolo de água parada que se recusa a subir,&lt;br /&gt;e que lentamente apodrece a tua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se fosses apenas alguém superficial,&lt;br /&gt;os cuidados obsequiosos com o corpo disfarçariam o cheiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-7442735939378944570?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/7442735939378944570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=7442735939378944570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7442735939378944570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7442735939378944570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/ei-tu-ai-senhora-de-si.html' title='- Ei, tu aí, senhor(a) de si!'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-3037028879166631595</id><published>2010-06-16T21:31:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T21:31:34.420-07:00</updated><title type='text'>Mosca dormindo, águia acordada</title><content type='html'>Voava como uma águia, e a todo momento se pegava arremetendo com fúria sobre as presas-alimento, a ponto de esquecer que era somente uma mosca ousada e pretensiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinha sonhos maiores para si e sabia em seu íntimo que era uma águia. Talvez, imaginava, pela trama do destino, tivesse vindo parar em família errada, como certa vez ocorreu a um patinho feio que na verdade era um cisne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda vez que encontrava uma guloseima especial e se esbaldava de comer a ponto de adormecer perigosamente sobre o doce, tinha pesadelos de que não era uma águia, mas uma horrenda, nojenta e frágil mosca, isso fritava-lhe os nervos e acordava numa revoada. prometia-se então: "nunca mais vou comer nesse tanto, isso não me faz bem"; mas as tentações eram maiores e não conseguia, tudo acabava se repetindo sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia, no meio do pesadelo de mosca, veio-lhe atrás o cozinheiro com o mata-moscas, ela, a águia que dormia, esquivou-se tenazmente, mas atingida, caiu ao chão e começou a agonizar. acordou assim de seu pesadelo de mosca e se propôs pela última vez que, se escapasse desta vez, "nunca mais iria comer muito, dormir mal e sonhar ser mosca"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-3037028879166631595?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/3037028879166631595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=3037028879166631595' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3037028879166631595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3037028879166631595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/mosca-dormindo-aguia-acordada.html' title='Mosca dormindo, águia acordada'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5634803336008525627</id><published>2010-06-16T21:17:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T21:17:58.584-07:00</updated><title type='text'>A última religião</title><content type='html'>O materialista é um fiel cultor do Deus-nada. A sua ausência é presença e a sua presenção é ausência; em vez de ligar todas as coisas, Ele separa todas as coisas; em vez de mover a tudo, a tudo mantém imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito da atualidade é o Deus-nada, Ele não se importa, não requer, não avisa, não espera, não pude, não ordena e não cria. Ele é o Deus-não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo Deus único, o Deus-não não aceita a existência de outras forças que determinem o mundo diferente de sua não-vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na religião do Deus-não, eu como fiel sou cético; eu não creio, não sinto, não dependo, não quero e não preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;des-amén e vamos nos consumir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5634803336008525627?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5634803336008525627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5634803336008525627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5634803336008525627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5634803336008525627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/ultima-religiao.html' title='A última religião'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-7166087620941033057</id><published>2010-06-16T20:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T20:37:12.429-07:00</updated><title type='text'>O TERCEIRO SETOR E A RESPONSABILIDADE SOCIAL</title><content type='html'>I. O Que é Responsabilidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Só pode ser responsabilizada por algo, aquela pessoa que pode escolher se pratica ou não o ato ou fato (pelo qual se lhe imputa certa conseqüência). Se não escolhi ou não posso escolher algo, se esse fato ocorre como conseqüência necessária de outro, a causa foi uma relação de necessidade entre o fato “A” e o fato "B” e não minha vontade, portanto não devo responder por um fato do qual não fui causador.&lt;br /&gt;            É o livre arbítrio, que nos permite escolher, que nos torna responsabilizáveis. Responsável por um fato é aquele que o fez e que poderia não tê-lo feito. Isso em face de um desejável, um certo dever ser moral, jurídico ou de outra forma valorativo.&lt;br /&gt;            Essa idéia geral de responsabilidade permeia todas as espécies desta. Dentre essas, façamos uma rápida distinção entre responsabilidade moral e religiosa, social e jurídica. As responsabilidades moral e religiosa se caracterizam por se apresentarem na consciência do indivíduo, ali, com o pensar e o refletir, o indivíduo se auto-avalia e a sanção que recebe é a própria desaprovação, interna, sem conseqüências externas relevantes para o nosso estudo.&lt;br /&gt;            A responsabilidade moral pode ser exigida pela sociedade na medida em que os indivíduos usam algum poder privado – ainda que indivíduos em conjunto - para repreender quem afrontou aquela; os instrumentos públicos, de um modo geral, foram incorporados pelo mecanismo jurídico de uso exclusivo do Estado (Poder Público).&lt;br /&gt;            A responsabilidade jurídica, por sua vez, é diferente das anteriores. Ela não se ocupa do que o indivíduo pensa, mas sim com que o indivíduo faz, com seus atos. A esses atos o direito imputa conseqüências, benéficas ao seu autor, se os atos são reconhecidos como “bons” para a sociedade e, “maléficas” ao mesmo, se as condutas praticadas são “más”. No caso de condutas desvaloradas, a imputação de conseqüência prática que responsabiliza o sujeito se dá com o objetivo de proteger a sociedade daquela conduta e, quem a pratica, sendo capaz – e portanto de posse de seu livre-arbítrio – recebe uma conseqüência que lhe é negativa, buscando, ao mesmo tempo, inibir tal conduta e reparar o dano causado pelo conduta ilícita realizada. Embora com variações essa idéia prevalece em várias espécies de responsabilidades jurídicas, seja na administrativa, seja na penal, seja na civil.&lt;br /&gt;            A responsabilidade administrativa, com uma punição disciplinar a um funcionário público, ou com a imposição de penas no caso de uma ação de improbidade administrativa, busca retribuir o “mal” praticado e desmotivar sua renovação pelo próprio sujeito e por todos os demais potenciais infratores. Os deveres são razoavelmente bem definidos, inclusive em cláusulas gerais, como a eficiência na realização do seu serviço – o que até possibilita a punição de um gestor público inábil.&lt;br /&gt;            A responsabilidade penal incide sobre aquele que realizar conduta que a lei tenha previsto como crime. Neste caso, presentes os demais requisitos da punição o agente é sujeito, dentre outras, à pena – teoricamente - mais grave que o ordenamento prevê o cerceamento de sua liberdade, com a pena de prisão, com todas as sérias limitações daí decorrentes, como a privação do convívio com familiares e demais integrantes de seu círculo social.&lt;br /&gt;            E por fim, temos a responsabilidade civil, que disputa em eficácia com a penal – e diversas vezes a supera – e, embora não possa tirar a liberdade física de ninguém, pode tirar a liberdade social, visto que atingido o patrimônio, qualquer indivíduo ou empresa que o possua, tem limitada parte  considerável de sua autonomia, ou seja, tudo aquilo de que ele depende de dinheiro para realizar de uma forma mais íntegra possível (educação, saúde, lazer, moradia, alimentação, dignidade etc.).&lt;br /&gt;            E a responsabilidade social, o que ela efetivamente impõe de conseqüências ao seu infrator? Primeiro é importante dizer que bastante da proteção social está prevista e protegida pelo direito, com aquele amplo rol de possibilidades acima apenas introduzido; além disso, ainda que a responsabilidade seja social, ela pode ser municiada com mecanismos jurídicos para organizar, na prática, sua aplicação.&lt;br /&gt;            Mas e se o Estado e o Direito não conseguem ou não querem proteger tais valores, como fica a responsabilidade social por essas importantes e danosas transgressões? Lembremos que essa ausência de proteção pode se dar por uma lacuna legal, não preenchida pelo intérprete no caso concreto; pela interpretação restritiva de direitos constitucionais já assegurados e; mesmo pela inefetividade material, concreta, do Estado em realizar de forma eficiente seus deveres para com a sociedade e com os valores que o direito consagra.&lt;br /&gt;            Se o Estado e o Direito falham na proteção desses bens e valores maiores da sociedade – como a manutenção de um meio-ambiente ecologicamente equilibrado, tesouro das gerações presentes e futuras e condição indispensável da conservação da vida humana no planeta Terra – como a sociedade pode proteger seus valores maiores responsabilizando os usurpadores de sua segurança pública, solidariedade, perspectiva de futuro etc.? Num  primeiro momento, olhando para a experiência brasileira desse começo do Séc. XXI não vemos com clareza a existência de propostas convincentes para a solução do problema, embora o objetivo do presente também seja propor alternativas.&lt;br /&gt;            Das tentativas atuais, me ocorrem as seguintes possibilidades: o voto, a vergonha ante a desaprovação social da conduta e a perda da credibilidade das instituições corruptas ou ineficientes. Do voto sempre se fala como sendo o mecanismo por excelência de adoção de todas as responsabilidades sociais que nós, o povo, pretendamos atribuir a agentes públicos que descumpram seus deveres. É lembrada a periodicidade de renovação dos mandatos para que seja exercida tal responsabilidade mas a nítida sensação pública de que se escolhe entre opções semelhantemente ruins e que nenhuma vai atender os legítimos anseios sociais e a ausência de mecanismo de perda do mandato pelo político que reconhecidamente tenha exercido seu cargo em desconformidade com o que seus eleitores esperam dele; esvaziam tal mecanismo.&lt;br /&gt;            A vergonha seria esperar que os políticos corruptos, pela reprovação social moral, deixassem de se corromper pela pressão exercida pela opinião pública, como acontece, hoje, no Brasil, quando alguém fala que é parente de um deputado federal ou de um senador, provavelmente ouve, no mínimo: que mamata, hein? Num sentido bem pejorativo.&lt;br /&gt;            A perda da credibilidade das instituições é a mais perigosa, aqui, vão-se os dedos juntos com os anéis, visto que julga-se a importância de instituições como o Judiciário, Congresso, Polícia etc. Pelos casos negativos noticiados pela mídia. Aqui a população é tentada a pensar em soluções enérgicas para resolver a anarquia moral instalada, aqui, a democracia, como um valor moderno e ocidentalmente reconhecido, corre perigo.&lt;br /&gt;            A perda de credibilidade das instituições é uma decorrência natural da percepção do mal – ou mau – funcionamento destas, mas atinge formas de organização do poder que amadureceram no decorrer dos séculos e mostraram seu valor em comparação com outras formas, particularmente as concentradoras de poder.&lt;br /&gt;            Discutida a idéia geral e espécies de responsabilidade, bem como aprofundados alguns palpites sobre a responsabilidade social, vamos agora ver quais são os objetos atuais dessa responsabilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                 II. Responsabilidade Pelo Quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Já houve épocas em que importantes valores sociais ficaram fora da proteção jurídica, hoje, na experiência brasileira, mas não só, temos uma Constituição moderna e pluralista que prevê em seu texto uma ampla gama de direitos que abarca, possivelmente, a quase totalidade de interesses da sociedade. Só para citar alguns:&lt;br /&gt;                        a) uma variedade de direitos trabalhistas associados à proteção do trabalhador na relação de emprego;&lt;br /&gt;                        b) atendimento público de saúde integral (qualquer doença) e universal (a todos os brasileiros);&lt;br /&gt;                        c) educação como direito fundamental do indivíduo, com diversas ações concretas de sua implementação e até de desenvolvimento de sua qualidade;&lt;br /&gt;                        d)legislação, instituições e uma cultura de preservação do meio ambiente, buscando seu equilíbrio e almejando a possibilidade de um desenvolvimento ecologicamente sustentável;&lt;br /&gt;                        e)proteção e fomento da iniciativa privada como mecanismo essencial para a promoção do desenvolvimento econômico e, indiretamente, das suas conseqüências sociais benéficas;&lt;br /&gt;                        f) proteção do consumidor; promoção da cultura, do esporte, proteção da infância, das minorias em geral.&lt;br /&gt;            A previsão de tal variedade de interesses sociais, embora benéfica do ponto de vista do pluralismo, traz grandes e aparentemente insuperáveis desafios.&lt;br /&gt;            Podemos ilustrar com determinado espaço de terras que seja: reivindicado por movimentos de reforma agrária – como terras férteis – protegido por restrições ambientais (relativas ou absolutas) e de posse histórica (disputada ou não) de indígenas (que têm constitucionalmente direito sobre tais terras); aliás, todos os direitos aqui têm dimensão constitucional; que direito privilegiar? Em que medida? E de que forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                 III. Responsabilidade Social de Quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Como primeiro grupo temos a iniciativa privada. As empresas, desde o processo produtivo clássico, visam atender interesses sociais (com a limitação de que tais possam retribuir com lucro financeiro para tal atividade). Além disso, cresce na atualidade o desejo e prática das empresas em criar uma marca associada a responsabilidade social, tais práticas já são incluídas nos relatórios de prestação de contas aos acionistas.&lt;br /&gt;            O próprio cidadão pode adotar atitudes e ações de responsabilidade social, dos quais são exemplos: a coletiva seletiva de lixo e o uso racional dos recursos naturais escassos e preciosos, como a água. Pode fazê-lo utilizando-se de sua profissão ou da organização da qual participa e pode fazê-lo por si próprio, escolhendo dentre as inúmeras possibilidades de voluntariado ou outras, criadas ou ainda virgens, das quais a sociedade se ressente da falta.&lt;br /&gt;            Já o terceiro setor, as organizações estruturadas e vocacionadas para a promoção direta dos interesses sociais, assume tais tarefas com certa desenvoltura, já que são seu objetivo principal. Tais entidades têm a disposição uma ampla variedade de organização – ONGs, Fundações, Associações e outras entidades; e de suporte (no último caso estão as parcerias com o setor privado e com o setor público).&lt;br /&gt;            Teríamos também a Sociedade em si, como agente social – ação reflexiva – mas aqui, dois problemas: o primeiro de sua heterogeneidade, aquela multiplicidade de interesses – por vezes conflitantes – acima descrita. O segundo problema é que a Sociedade não vem se mostrando como um bom sujeito de responsabilidade social, seja pela constatação geral de poluição, corrupção e outras mazelas, seja pelo fato de que acabam por não se conceber e realizar sanções que pudessem ser aplicáveis à Sociedade como um todo, afinal quem é a Sociedade na hora de impor uma multa ou uma restrição de direitos? Os casos nos quais a Constituição coloca a Sociedade como responsável pela promoção de um certo direito – como a proteção da infância – mais que revelam essa fragilidade.&lt;br /&gt;            Por fim, vem o autor social proeminente, pelo menos, no último século: o Estado. O Poder Público, que retira da sociedade o poder de dar a palavra final sobre a maioria dos conflitos relevantes e os coloca sobre o abrigo do direito e o procedimento judicial, tem inúmeros instrumentos e deveres sociais; é a encarnação da defesa dos interesses públicos e coletivos em geral.&lt;br /&gt;            O Estado – organização sob a qual atuam os funcionários públicos e agentes políticos - se manifesta por meio do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como merece também destaque, o Ministério Público.&lt;br /&gt;            Para o Poder Legislativo vemos como principal responsabilidade o exercício honesto, probo de suas funções, sem receber “mensalão” ou outra vantagem indevida para votar ou praticar atos funcionais de ofício. O principal é o exercício de independência deste poder em face do Executivo. Como questão pontual também poderiam produzir leis de estruturação de responsabilidades sociais a diversos agentes.&lt;br /&gt;            O Poder Executivo tem ampla possibilidade de exercer a responsabilidade social:&lt;br /&gt;                        a)a eficiência – também aplicável aos serviços públicos – é um princípio constitucional da Administração Pública e deve ser respeitado em cada ato (e ponderado com outros princípios); aqui temos um avanço à visão moderna da necessidade de desburocratização do Poder Público;&lt;br /&gt;                        b) uma série de mecanismos e estruturas podem ser utilizados pelo Poder Público para o melhor atendimento dos interesses públicos a cargo do Estado: a privatização (como chamam os publicistas) ou publicização (como chamam os neoliberais) de atividades que antes eram consideradas ou serviços públicos ou de interesse nacional relevante; a terceirização de atividades-meio à iniciativa privada, parcerias com esta última ou com entidades do terceiro setor etc.;&lt;br /&gt;                        c)o controle e fiscalização do correto e eficiente emprego de bens e recursos públicos que tenham sido colocados à disposição da sociedade para a implementação de certos interesses públicos; ou da qualidade e preço justo dos serviços públicos concedidos, como as rodovias agora pedagiadas.&lt;br /&gt;            Uma importante questão se põe na relação entre Estado e entidades do terceiro setor: a legitimidade das bilionárias renúncias fiscais e incentivos a tais entidades pelo Estado, deve ter como contrapartida o exercício responsável de tais funções, sem sonegação de impostos quando devidos, sem desvio da finalidade social que a anima e justifica e sem mal uso de recursos públicos, sob pena de – tal qual ocorre com algumas instituições públicas, ter-se a perda da credibilidade de tais entidades, o que se antevê quando se fala das entidades “pilantrópicas” (entidades que usam o manto legal de interesse social com o fim precípuo de vantagens fiscais ou de outra ordem que não o interesse social).&lt;br /&gt;            A relação entre Estado e terceiro setor também se imbrica em outras duas frentes:&lt;br /&gt;                        a) na crescente participação da sociedade, grupos e indivíduos nas atividades públicas (como os conselhos de saúde, de controle externo da magistratura e Ministério Público etc.);&lt;br /&gt;                        b) na crescente delegação e parceria de recursos, bens e até pessoal, no exercício de funções tradicionalmente de responsabilidade estatal.&lt;br /&gt;            O Poder Judiciário tem a grande responsabilidade de fazer cumprir, da melhor forma possível, as leis e a Constituição, ponderando os diversos interesses (que sempre estão em conflito) para dar – ao mesmo tempo - segurança e possibilidade de progresso social. Isso se faz no julgamento tradicional das questões individuais e de direito civil ou comercial, mas também, e cada vez mais, numa sociedade complexa de massa, nas decisões de constitucionalidade e nos processos coletivos – a ação civil pública é exemplo privilegiado (de uso corriqueiro pelo Ministério Público, mas à disposição de várias entidades da sociedade civil que ainda são tímidas no manejo daquela).&lt;br /&gt;            A dimensão do processo coletivo – que certamente acena como parte da solução para desafogar o Judiciário e fazer a Justiça mais rápida – é ainda recente em nossa tradição e muitas vezes o Judiciário reluta em reconhecer o âmbito integral dela com medo de que esteja a interferir na esfera do Poder Executivo (a separação de poderes é importante dogma jurídico).&lt;br /&gt;            A evolução do tratamento destas questões de justiciabilidade das políticas públicas é essencial à aplicação e garantia dos direitos sociais fundamentais, sejam de grau individual, coletivo ou difuso. A deflagração desses processos ocorre a toda hora, por provocação do Ministério Público, o qual tem a árdua missão de definir os contornos nos quais uma questão de índole originária política ou social vai se converter, através do código legal-ilegal, num processo judicial de aplicação da lei e da Constituição.&lt;br /&gt;            Por fim, colocados alguns dos pressupostos da responsabilidade social, chegamos ao auge deste trabalho, no tópico que se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                 IV. Como Responsabilizar Socialmente e Como Tornar Alguém Responsável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              A questão primária que se coloca é a da eficiência dos mecanismos utilizados ou, em outros termos, da limitações do exercício da ameaça e do uso da força bruta em comparação com o poder da persuasão da vontade.&lt;br /&gt;            O uso da força como instrumento ordinário do Estado – e mesmo elemento primário de sua própria concepção – emburrece o Estado em comparação com a iniciativa privada que tem que lançar mão de meios de persuasão, esta, como se diz por aí, quanto mais sutil, mais eficaz. A necessidade da produção e uso de meios eficazes de persuasão desenvolve a expertise da organização na busca de seus fins.&lt;br /&gt;            A coação, por outro lado, é o viés por excelência do direito tradicional, embora o direito em si seja plenamente capaz – como às vezes o faz – de incorporar o que se chamam sanções premiais, ou seja: incentivos. Já a economia é o instrumento primário do capitalismo (a ponta-de-lança do sistema mundialmente hegemônico não deve ser pouca coisa...) e trabalha com a avaliação de uma adequada relação custo-benefício, bem como prevê que os indivíduos, muitas vezes, também se pautam por esse critério para escolher como agir.&lt;br /&gt;            A coação jurídica encontra seus limites nas escassas forças do Estado e a realidade tem mostrado cada vez mais quão insuficientes são essas forças para combater as modernas ameaças aos interesses e integridade sociais. Já o incentivo, alinha os interesses privados aos interesses públicos e não os contrapõe como de regra o faz a sanção punitiva. Essa é óbvio e indispensável em alguns casos, mas o seu sobreuso desvirtua e enfraquece as suas qualidades e capacidade. Daremos à frente um exemplo desse alinhamento de interesses na relevante questão da arrecadação tributária.&lt;br /&gt;            Poderíamos sim esperar que os indivíduos se pautassem por escolhas morais corretas e não praticassem injustiças, mas a realidade mostra que as violações ocorrem e os interesses individuais prevalecem muitas vezes, sendo então o caso, já que os interesses sociais de regra não podem ser sacrificados na espera de uma natural e desinteressada ação humana, de se buscarem formas efetivas de ordenação das condutas sociais.&lt;br /&gt;            Trago uma fórmula que creio interessante – conjuga alguns elementos importantes para a responsabilização social baseada nos elementos que desenvolvi até aqui (tampouco é nova, como demonstram os exemplos da parte final).&lt;br /&gt;            Deve se buscar a substituição do dever geral apriorístico, moral ou jurídico, pela cooptação da vontade por adesão voluntária a compromisso benéfico (com adequada relação custo-benefício) quantificável (meta) resguardado por mecanismos jurídicos.&lt;br /&gt;            Desenvolvendo a idéia, temos que, trocaríamos parte da expectativa moral de que todos devem se comportar justamente, legalmente e pensando nos outros e na comunidade por medidas práticas proveitosas aos particulares, que lhes ofereçam benefícios extras.&lt;br /&gt;            A adesão voluntária específica e real (e não fruto de uma ficção jurídica) a tal sistema reforça o compromisso jurídico e moral hoje desgastados – para que se alinhem os interesses particulares aos interesses sociais (num uso do eficiente mecanismo econômico do capitalismo) com metas concretas de promoção de interesses sociais e, tudo isso, resguardado, protegido, pelos desenvolvidos mecanismos jurídicos de coação ao cumprimento das obrigações assumidas e recomposição dos danos causados por aquele descumprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                 V. Exemplos Ilustrativos da Nossa Hipótese&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Antes de entrarmos em casos mais complexos, ilustremos a questão com a singela mas brilhante solução que se pode adotar para a divisão de certo bem ou vantagem entre duas crianças (e entre adultos, também; por que não?).&lt;br /&gt;            O exemplo é da experiência comum: como fazer com que duas crianças dividam um pedaço de bolo entre si de forma igual, já que a tendência é que uma tente aumentar a sua parte? Fácil, se estabelece a regra previamente: uma cortará os pedaços, a outra escolherá primeiro. Tal proceder divide e vincula os interesses em princípio contrapostos de forma que o que tiver o poder de dividir não cederá a tentação de fazer um pedaço melhor, senão este será escolhido pelo outro.&lt;br /&gt;            Passando aos casos reais, tomemos o caso do fornecimento de nota fiscal. Partindo do pressuposto de que o Estado é implementador de interesses sociais (essa questão não cabe problematizar aqui. Idem para a discussão da carga tributária), vê-se que os recursos que lhe cabem são necessários à sociedade e, todos sabemos, que na atualidade (ano de 2007) – mas não só agora – há enorme sonegação fiscal.&lt;br /&gt;            Quem da população se comoveu por aqueles avisos que a lei mandou fixar junto ao caixa de estabelecimentos comerciais – exija nota fiscal, é seu interesse; é crime não fornecer; etc. - parece que não muitas pessoas.&lt;br /&gt;            O programa atual do Governo Estadual de São Paulo, da nota fiscal eletrônica, traz a retribuição ao consumidor, em dinheiro, de parte do valor da nota fiscal emitida quando da compra do bem ou serviço. O consumidor acompanha – via internet – a declaração e pagamento do tributo que, quando efetivados, dão direito ao cidadão-consumidor a um crédito.&lt;br /&gt;            Independentemente de questões mais específicas do programa, sua concepção ilustra a implementação de nossa hipótese:&lt;br /&gt;                        a)a adesão é voluntária às empresas;&lt;br /&gt;                        b)por ser voluntária e ter empresas inscritas sinaliza que se moldou como oportunidade benéfica;&lt;br /&gt;                        c)o interesse privado do consumidor alinha-se ao interesse público de arrecadação tributária;&lt;br /&gt;                        d) a vantagem a ser percebida pelo indivíduo depende do efetivo pagamento do tributo (meta) e o indivíduo tem mecanismos fáceis para fazer tal acompanhamento;&lt;br /&gt;                        e) todo o arcabouço jurídico-tributário pode ser colocado para a proteção da higidez desse sistema.&lt;br /&gt;            Algo parecido fez a Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA - com o modelo de níveis corporativos: Nível l, Nível 2 e Novo Mercado, com gradativa exigência de transparência e outros valores corporativos e sociais; adesão voluntária das empresas, benefícios ao valor de mercado destas pelo reconhecimento social de práticas responsáveis de gestão corporativa e outras; benefícios aos investidores que sabem mais sobre as empresas e podem escolher melhor em qual investir; possibilidade de desclassificação de alguma delas se houver descumprimento dos requisitos do nível corporativo; etc.&lt;br /&gt;            A solução saiu melhor do que o clássico recurso às inúmeras regras regulamentares e a fiscalização pela CVM, sempre carente de pessoal – como o Estado em geral – para verificar cada possível transgressão das normas.&lt;br /&gt;            O mesmo fazem os selos de produtos orgânicos ou de preço justo de certos produtos (esses garantem, por exemplo., que produtores agrícolas individuais ou cooperativas não foram massacrados pelo poder de compra das grandes empresas que integram a cadeia de produção); o selo da Ordem dos Advogados do Brasil que busca certificar quais cursos superiores de direito fornecem um serviço de qualidade de um padrão mínimo aceitável; ou o selo da ABRINQ, que atesta que a empresa produtora daquele produto não utilizou mão-de-obra infantil em sua confecção.&lt;br /&gt;            Para a estrutura pública, por natureza, legalista, burocrática, engessada, muitas vezes descoordenada, apresenta-se o exemplo do contrato de gestão, introduzido em nosso direito há alguns anos mas que enfrenta dificuldades para aplicação frente a nossa tradicional cultura.&lt;br /&gt;            O contrato de gestão oferece aos órgãos públicos as únicas coisas que, simultaneamente, lhes interessam e lhes podem ser atribuídas (o interesse privado dos funcionários públicos deve ser cooptado com a avaliação da qualidade e eficiência dos trabalhos, premiação dos destaques positivos e penalidades aos destaques negativos). O que pode ser atribuído a órgãos públicos e que lhes interessa são: maiores recursos públicos e autonomia administrativa.&lt;br /&gt;            Imaginem os diversos órgãos, autarquias e outras entidades públicas da atualidade, com as mais variadas funções e amplitude de autonomia para escolher os meios para alcançar os fins que lhes cabem. Se o órgão assume o compromisso de certas metas e se mostra mais eficiente na promoção de certos interesses sociais que outra instância administrativa, é justo que tal unidade seja premiada com mais recursos, para ampliar a quantidade e qualidade de seu trabalho e maior autonomia administrativa, para escolher seus mecanismos de atuação, controle interno, desenvolvimento de pessoal, etc.&lt;br /&gt;            Tal proposta está bem longe de realidade atual. A burocracia que impera é, em muitos casos, o lado negativo de controles que foram impostos para evitar o arbítrio e a parcialidade nas atividades dos funcionários públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                 VI. Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            De tudo que se apresentou, a idéia central é uma: Qual a melhor forma de responsabilizar socialmente o indivíduo?&lt;br /&gt;            Esperar-exigir um comportamento adequado à moral ou à lei por si só e contar com a coação legal para os casos desviantes? Ou instituir mecanismos de recompensa e incentivo que alinhem os interesses privados aos interesses sociais?&lt;br /&gt;            Com a palavra os nossos leitores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-7166087620941033057?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/7166087620941033057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=7166087620941033057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7166087620941033057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7166087620941033057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/o-terceiro-setor-e-responsabilidade.html' title='O TERCEIRO SETOR E A RESPONSABILIDADE SOCIAL'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-7010810312943375267</id><published>2010-06-16T20:34:00.001-07:00</published><updated>2010-06-16T20:34:43.259-07:00</updated><title type='text'>Condenações no STF: Falta de provas ou de julgamentos?</title><content type='html'>Em recente manifestação na imprensa, o ministro Marco Aurélio de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), atribuiu ao Ministério Público Federal a responsabilidade pela falta de condenações de políticos nos julgamentos daquela Corte. A alegação era de que as investigações e as provas produzidas não eram suficientes. Possivelmente, ele estaria respondendo à pergunta de algum jornalista à pergunta: “Por que não há condenações de políticos no STF?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que, até hoje, o STF jamais condenou qualquer parlamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tirando os casos que ganham destaque nas manchetes, de quantas ações estamos falando? O deputado federal Régis de Oliveira, relator da PEC 130/07, apresentou parecer no qual levantou a existência de 53 inquéritos contra senadores e 446 processos ou inquéritos contra 147 deputados (alguns são réus em vários processos), totalizando cerca de 500 processos em trâmite no STF. Certamente, é em relação a esses 500 processos aguardando julgamento que se diz que as provas produzidas pelo Ministério Público e pela polícia são insuficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, para saber se as provas são insuficientes, é preciso analisá-las e isso só se dá durante o julgamento —o que não tem ocorrido no STF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber, realmente, se existem provas suficientes para uma condenação, ou se as provas são insuficientes, devem ocorrer duas situações. Na primeira, é permitido que elas sejam produzidas —contra parlamentares, é o STF deve autorizar as provas— e, na segunda possibilidade, as provas devem ser examinadas e o processo julgado. E o que tem ocorrido na mais alta Corte do nosso País é que os processos não têm sido julgados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece precipitado atribuir toda a culpa logo ao órgão acusador que, no caso em concreto, tanto depende do Tribunal para investigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restrições judiciais à obtenção de dados fiscais, bancários e telefônicos, muito comuns nesse tipo de processos, também podem impedir a produção de uma prova aprofundada e feita no tempo oportuno. A busca de um bode expiatório, seja ele o Ministério Público Federal, em seu representante máximo, o procurador-geral da República, seja o próprio Supremo Tribunal Federal, não soluciona essa complexa e dolorosa lacuna em nossa democracia, que clama por igualdade. O caminho é o diálogo construtivo entre as instituições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-7010810312943375267?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/7010810312943375267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=7010810312943375267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7010810312943375267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7010810312943375267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/condenacoes-no-stf-falta-de-provas-ou.html' title='Condenações no STF: Falta de provas ou de julgamentos?'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-6928937225640012636</id><published>2010-06-16T20:28:00.001-07:00</published><updated>2010-06-16T20:28:44.317-07:00</updated><title type='text'>OS NOHAMUS HABITARAM O PLANETA TERRA ANTES DOS SERES HUMANOS?</title><content type='html'>OS NOHAMUS HABITARAM O PLANETA TERRA ANTES DOS SERES HUMANOS?&lt;br /&gt;Um estudo do encontro da Ciência com a Ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante nossa formação escolar e nas reportagens que eventualmente chegam a nossas mãos tratando sobre a origem do Universo e do Homem, não havia se cogitado da possibilidade da existência de outra raça inteligente e avançada que houvesse habitado a Terra. &lt;br /&gt;Tal certeza, destruída pela mais nova e surpreendente descoberta científica dos últimos tempos, baseou-se no fato de que não havia qualquer evidência, rastro ou outro elemento que provasse a existência de uma raça superior mais antiga que o homem.&lt;br /&gt;Aliás, o fato de ser tão antiga é justamente o motivo pelo qual não aparecia qualquer referência sua em nossa recente história de mundo pois, sempre começávamos a narrativa a partir das bactérias e dos seres unicelulares mais primitivos que habitaram a Terra, no que pensamos serem os seus primórdios.&lt;br /&gt; O Prof. Dr. Max Wölfflin, do GIS-D (German Institute of Science), autor  da teoria que permitiu a reconstituição virtual da fantástica e trágica trajetória evolutiva desse povo, explica porque demoramos tanto tempo para tomar conhecimento de sua existência: “é que, exatamente onde começávamos a contar nossa história, a partir do primeiro ser unicelular primário que deu origem às espécies de hoje, e antes do qual não havia nada, descobriu-se que este nada teve um tempo certo – aproximadamente 700 milhões de anos – antes do qual, uma civilização habitou e dominou sobre todo o planeta”.&lt;br /&gt;Wölfflin explica o processo de reconstituição virtual como o mais moderno método de investigação científica do passado: “Como não restaram quaisquer evidências que permitissem a identificação correta dessa raça, nossa equipe foi obrigada a representá-la em referência co-respectiva com os inimagináveis progressos que tal civilização alcançou. Tão magníficos e perfeitos como o desaparecimento completo de sua história”.&lt;br /&gt;O trabalho de pesquisa, desde o começo, mostrou-se de indiscutível complexidade, além disso, os governos que financiaram a pesquisa colocaram seu absoluto sigilo como condição máxima do projeto. &lt;br /&gt;Obviamente os 1.500 volumes produzidos são um material inacessível a qualquer pessoa, por isso Wölfflin tem feito a divulgação da parte que mais nos interessa, desde a época em que os Nohamus se encontravam em um grau evolutivo equivalente ao nosso até sua total destruição com a chamada Renúncia ao Tempo, onde não apenas se apagou a história dos indivíduos e das sodufe (o que chamamos de família), o que é bastante comum, mas também tudo o que foi produzido manualmente ou intelectualmente, todos os fatos, todos os rastros que poderiam ser objeto daquela história, apagou-se inclusive a História.&lt;br /&gt;O processo que levou os Nohamus à Renúncia não está ainda completamente explicado mas é atribuído basicamente a quatro causas principais: A desintegração do UM-Ciacine; o esgotamento do cossurer-siarutan (conjunto de energias  e substratos que eles utilizavam para alimentar todos seus sistemas); a guerra biocomercial e a guerra núcleo-fundamental.&lt;br /&gt;O UM foi a mais indescritível conquista da sabedoria Nohamussiana; consistia numa organização social paradimensonal, que possibilitava a todos fazerem exatamente o que queriam, foi sem dúvida a comunidade mais livre de todos os tempos. &lt;br /&gt;É verdade que não foi um processo “limpo”, pois bilhões de Nohamus não foram integrados ao sistema, não tinham narga suficiente (conceito abstrato/concreto criado para permitir trocar qualquer coisa que se tinha por um pouco menos da coisa que se queria) e não resistiram às intempéries tecnológicas que foram geradas com a criação do UM.&lt;br /&gt;O UM foi o resultado de milhões de anos de refinamento tecnológico e científico, foi também uma escolha dos Nohamuss que optaram por concentrar o fornecimento de todas as suas necessidades fisio-tecnológicas num único substrato, o cossurer-siarutan, que permitiu a vida daquela espécie fosse absolutamente maravilhosa, única. &lt;br /&gt;Os estudos daquela comunidade levaram à conclusão de que todos os conflitos que existiam eram fruto do “espaço público”, do comum, de tudo que transcendia o indivíduo, assim, desenvolveram uma tecnologia capaz de reproduzir aquele espaço sem os seus problemas, sem o choque do que pensava cada Nohamu sobre os outros Nohamus.&lt;br /&gt;Assim era a vida, cada um dos Nohamus cuidava de sua unidade e o UM-Ciacine realizava tudo; por administrar toda essa diversidade sem que qualquer problema gerado deixasse de ser incorporado ao sistema como mais um circuito de apoio, era também conhecido como Ciacine, a Neutra (para os Nohamus a questão de gênero também existia fisiologicamente, mas eles não a consideravam); diziam os tera-compêndios científicos da época que ele não se submetia à lei natural da adaptação da parte ao todo, era o todo que se adaptava ao UM.&lt;br /&gt;Contudo, o maior mistério de todos é saber qual foi o erro cometido pelo UM que não pode ser assimilado e que gerou sua desintegração. Pela sucessão de fatos que ocorreu a partir daí, é provável que os Nohamus não o tenham descoberto antes do advento da Renúncia ao Tempo, cataclismo que os baniu da História para sempre.&lt;br /&gt;As poucas centenas de anos passados sob o benefício do UM foram suficientes para desativar quase todas habilidades que lhes permitiam se comunicar com seus semelhantes. Os conflitos cresceram em quantidade e gravidade exponenciais quando eles foram obrigados a se relacionar entre si.&lt;br /&gt;A disputa por narga (instrumento de troca) explodiu e os Nohamus conheceram, pela primeira vez, o que para nossa civilização pode parecer comum mas para eles era, até então, inconcebível, o nohamicídio.&lt;br /&gt;As sodufe (famílias), acostumadas ao amortecimento que o UM fazia do individualismo dos Nohamus e tendo adotado a narga em suas práticas internas, não resistiram à desintegração daquele, assim, desintegraram-se também as sodufe.&lt;br /&gt;Caída a última barreira do coletivo, a regulação do cossurer-siarutan, que inicialmente era feita pelo UM (mas que não era percebida) perdeu-se, e em poucas centenas de anos, este estava esgotado. &lt;br /&gt;Foi por volta dessa época que os Nohamus conheceram a violência, a fome e a doença; poucos agora tinham narga e esta era usada em duas finalidades: produção de remédios (aquela comunidade que sempre havia prevenido, precisou remediar, mesmo sabendo do alto custo dessa política) e armas, estas, extremamente sofisticadas pois construídas com os restos da outrora tão gloriosa tecnologia. &lt;br /&gt;A guerra biocomercial havia começado, bilhões de Nohaums foram assimilados por outros tantos milhões de Nohamus. Seus corpos e mentes eram convertidos em cossurer-siarutan, tomados à força (da necessidade) através da prática de Siam-ailav ou então obtidos através de um intrincado sistema conhecido por Somimus-Noc, que empregava narga por base.&lt;br /&gt;A comunidade dos Nohamus estava de joelhos, dividida em dois grupos: os que tinham narga e cossurer-siarutan para manter uma vida muito semelhante àquela que tinham no UM-Ciacine e ainda acreditavam no significado deste; e outros tantos que, esqueceram-se por completo do UM e de seu significado, não tinham mais cossurer-siarutan, e se dividiam em dois grupos, os Sievaresim e os Menlistas-Fundata. &lt;br /&gt;Os Sievaresim tinham um cotidiano mórbido, sem perspectivas, sem identidade, suas vidas não valiam nada, ou pelo menos, valiam tanto quanto as vidas que foram gastas para a construção do UM. &lt;br /&gt;Já os Menlistas-Fundata eram caracterizados pela sua profunda aversão e ódio ao UM, a seu significado e a todos os Nohamus que se beneficiavam dos restos daquele, acreditavam que agora que aquele não existia mais, A Verdade que a comunidade de Nohamus deveria seguir (custasse o que for) seria revelada, unicamente, através dos Menlistas-Fundata.&lt;br /&gt;Por tanto tempo esses grupos viveram em condições tão diversas dos Nohamus que, na verdade, não eram mais Nohamus, ou pelo menos não eram vistos como Nohamus pelo primeiro grupo (Nohamus privilegiados) e nem viam a si mesmos como Nohamus. Os Sievaresim se achavam inferiores aos Nohamus e os Menlistas-Fundata , superiores.&lt;br /&gt;Voltando um pouco atrás, lembremo-nos que toda narga da comunidade Nohamus foi utilizada no desenvolvimento de remédios e armas, estes por sua vez, baseados no princípio do UM-Ciacine de que “o que abunda não prejudica”, foram combinados e recombinados, milhões de vezes pelos Nohamus, até que se produziu...&lt;br /&gt;... o TERROR, aquilo que faria os Nohamus sumirem para sempre da memória deste planeta, uma substância capaz de vaporizar toda e qualquer forma de vida, ou, mesmo que sem vida, desde que tivesse sido tocada pela vida de alguma forma, baseada na antiga tecnologia Raelcun, acrescida de várias inovações, ficou conhecida como Rama-Acigoloib. &lt;br /&gt;Infelizmente não se descobriu o motivo pelo qual se produziram quantidades tão fabulosas dessa substância, considerando que bastava o uso de uma pequena porção para destruir a todos.&lt;br /&gt;Sem cossurer-siarutan os Sievaresim e os Menlistas-Fundata se encaminhavam rapidamente para o Fim e, mesmo assim, esse ainda pode ser adiantado (este é considerado o maior feito do período de derrocada  da civilização Nohamus); como a quantidade de cossurer-siarutan já era mesmo insuficiente, eles trocaram, com os Nohamus, o que restara daquilo e da narga por uma pequena quantidade de Rama-Acigoloib. &lt;br /&gt;Também não se sabe até hoje porque os Nohamus fizeram a troca, alguns dizem que era o velho apego à narga, outros que foi a necessidade de cossurer-siarutan.&lt;br /&gt;Acionada, a Rama-Acigoloib levou um segundo para apagar milhões de anos da civilização Nohaums e outros 700 milhões de anos para permitir que algum tipo de vida voltasse a ocupar esse planeta. &lt;br /&gt;O UM-Ciacine, os Nohamus e tudo o que eles haviam construído e o que mais prezavam foi destruído. Suas regras, de que o planeta deveria se adaptar ao Um-Ciacine, e de que esse sistema era confiável e suficiente para transcender a distância entre o “eu” e o “outro”, livrando cada Nohamu dessa responsabilidade, desapareceram para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aureo Marcus Makiyama Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo: As palavras incompreensíveis são anagramas, embaralhamento de letras, exemplo: Nohamus = Humanos; narga = grana; UM-Ciacine = Ciência, e outros sentidos conforme a frase; sodufe = feudos; Somimus-Noc = consumismo; Rama-Acigoloib = Arma Biológica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-6928937225640012636?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/6928937225640012636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=6928937225640012636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6928937225640012636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6928937225640012636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/os-nohamus-habitaram-o-planeta-terra.html' title='OS NOHAMUS HABITARAM O PLANETA TERRA ANTES DOS SERES HUMANOS?'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-1328277950095658990</id><published>2010-06-16T20:25:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T20:25:49.217-07:00</updated><title type='text'>A mulher, o Mal e a Civilização.</title><content type='html'>Na mulher sempre se encarnam os mistérios perturbadores da natureza; os mistérios que evocavam O Desconhecido. O desconhecido não nos permite controla-lo, nos supreende, nos submete, o desconhecido é o mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza é o caos imprevisível se não acreditamos numa ordem divina e bondosa que a ordena. A natureza da vida na Terra é o mal. A mulher é a encarnação da natureza e a encarnação do mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a humanidade consegue se libertar desse domínio quando se liberta da natureza, quando  dá forma e ordem ao caos, quando separa espírito de matéria e mente de corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres que resistiram à essa nova ordem, à separação e à negação da natureza, foram chamadas de bruxas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As que adotaram, ou aparentavam adotar, as leis morais, foram chamadas de nobres, belas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as que renegaram completamente sua natureza, o mal-dito mal, e se dedicaram ao invisível e ao espiritual e ao não material, inclusive com a caridade, foram chamadas de santas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, cada vez mais, simplesmente mulheres. melhor assim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-1328277950095658990?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/1328277950095658990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=1328277950095658990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1328277950095658990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1328277950095658990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/mulher-o-mal-e-civilizacao.html' title='A mulher, o Mal e a Civilização.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-3292581541065846345</id><published>2010-06-16T20:14:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T20:14:41.304-07:00</updated><title type='text'>A deusa e a marionete.</title><content type='html'>Uma Deusa da Vida governava um reino celestial, como tantas outras deusas fazem em tantos reinos destes que existem por aí – a olhos não vistos – em cada esquina do universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um golpe de Estado, pelos malvados de plantão, colocou seu coração a prêmio e sabe-se bem que o coração é a cabeça de toda deusa da vida; ela para se proteger fugiu escondida dentro de uma semente, pois tomar formas variadas é coisa dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio parar mais distante do que imaginava, no planeta Terra e, não podendo revelar-se em sua incendiária beleza e natureza às pessoas, resolveu adormecer, ainda como semente, em um corpo de uma menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da vida de menina que se transformava em mulher, esta tornou-se um terreno irregularmente fértil, algumas áreas pedregosas, outras arenosas e outras espinhosas, mas na terra fértil, ahh, como crescia o amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A deusa, respeitando a natureza da hospedeira, floresceu também irregularmente luminosa: quando a mulher falava, andava, gesticulava, pensava e amava, alternava ou misturava a mais pura luz com águas turvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher-moça que portava esse incêndio todo de vida, já escorria amor e vazava luz pelas frestras que se abriam em seu delicioso corpinho (e a todos encantava com isso), mas a deusa sentiu que dar mais àquela mulher seria matá-la. Por outro lado, simplesmente sair dela não seria crueldade menor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fazer para que a vida ficasse nela e saísse dela ao mesmo tempo, para preservar-lhe a vida do excesso e da ausência de luz? A deusa, a pedido de Maria, deu-se lhe então, em seu ventre, mais de seu sêmen, e neste, a promessa de uma companhia para dividir com ela o fardo e a aventura de portar a vida e o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-3292581541065846345?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/3292581541065846345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=3292581541065846345' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3292581541065846345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3292581541065846345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/deusa-e-marionete.html' title='A deusa e a marionete.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-1175719584633126369</id><published>2010-06-16T20:09:00.001-07:00</published><updated>2010-06-16T20:09:49.745-07:00</updated><title type='text'>A democracia é má.</title><content type='html'>Não fosse a troca constante de governos, cada um prometendo – e depois descumprindo – sistematicamente a mesma coisa; e se não fosse nossa memória curta, perceberíamos que as mesmas pessoas, ou grupo de pessoas se alternando entre seus pares, vêm fazendo a mesma coisa – errada, ignóbil e indesculpável – há muito tempo. &lt;br /&gt;  Não fosse a democracia, troca constante de governo, e esta falsa impressão de renovação, todos já estariam bastante indignados com a repetição dos mesmos e das mesmas coisas. &lt;br /&gt;  Sem a impressão de que as coisas são diferentes, ou pelo menos de que poderiam ser diferentes, o sistema representativo já teria ruído, mas a anarquia decorrente de tal ruptura seria pior do que o regime que temos hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-1175719584633126369?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/1175719584633126369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=1175719584633126369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1175719584633126369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/1175719584633126369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/democracia-e-ma.html' title='A democracia é má.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-2558115178049963357</id><published>2010-06-16T20:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T20:02:34.155-07:00</updated><title type='text'>Super-heróis discutem a aplicação do direito</title><content type='html'>Batman: A lei ajuda os bandidos, nada tem a ver com a justiça, então não me interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He-man: não é assim amigo, a lei é muito importante para a sociedade, uma sociedade que não tem leis perfeitas deve aprimorá-las para que as possa ter um dia. É a lei que dirige o punho e a espada da justiça para a aplicação correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaspion: como não temos leis universais, tenho lacunas legais constantes em meu trabalho quando enfrento monstros vindos do espaço sideral, aí, sem repositório oficial  para considerar, acabamos resolvendo as pendengas com soluções caso a caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He-man: isso não é lei, é casuísmo, ainda que vc use o mesmo golpe para matar os monstros, voce deveria dar o exemplo humano superior de pautar-se por regras pré-auto-dispostas, ainda que seus inimigos não as seguissem, como pretendem os brasileiros, ignoram os americanos e fazem os príncipes de contos de fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batman: nas ruas, não existe isso que voce está falando, só existe a força, uma força maior que derrota uma força menor e que lhe impõe a morte ou outra punição definitiva. Não há tempo de aplicar a lei durante um tiroteio, durante uma perseguição e numa negociata para salvar a vida de alguém. Os advogados são chamados depois para justificar o que teve de ser feito, dando depois, e não na hora necessária, uma chance ao mais fraco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-2558115178049963357?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/2558115178049963357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=2558115178049963357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2558115178049963357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2558115178049963357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/super-herois-discutem-aplicacao-do.html' title='Super-heróis discutem a aplicação do direito'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4807716081456285908</id><published>2010-06-16T20:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T20:00:15.910-07:00</updated><title type='text'>A escravidão, a miséria e a maldição.</title><content type='html'>O que ama é um escravo, o que não ama é um miserável e aquele que oscila entre um papel e outro é um maldito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca do escravo é ser livre, a do miserável, a abundância e o maldito busca a segurança de quem permanece onde está. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ser livre é deixar de amar, e se tornar maldito ou miserável. Abundar é amar e ser escravo ou oscilar. Mas permanecer pode se fazer escravo, como miserável ou como maldito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa disso não é dos jogadores, por princípio, mas da natureza, que é má, embora nela, como seres naturais, também sejamos maus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se dela saímos por nossa cultura, força ou conhecimento, é para nos colocarmos como um mal ainda maior, como a ... evolução do mal. Para ferir e sermos feridos, ignorar e sermos ignorados,  e destruir e sermos destruídos, a cada minuto, pelo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos determinados da vida, por outros malditos, escravos e miseráveis, como nós e, ao longo e por toda ela, por nós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4807716081456285908?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4807716081456285908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4807716081456285908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4807716081456285908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4807716081456285908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/escravidao-miseria-e-maldicao.html' title='A escravidão, a miséria e a maldição.'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-337967635015631058</id><published>2010-06-16T19:58:00.001-07:00</published><updated>2010-06-16T19:58:48.516-07:00</updated><title type='text'>poesia trágica</title><content type='html'>O fantasma insuspeito que carregas em teu peito me contou,&lt;br /&gt;teu estranho segredo de adolescência,&lt;br /&gt;que de morte atroz teve o teu amor veloz, &lt;br /&gt;que, mal nascido, já desabou dos parapeitos suspensos da babilônia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-337967635015631058?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/337967635015631058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=337967635015631058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/337967635015631058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/337967635015631058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/poesia-tragica.html' title='poesia trágica'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-2023560909157365381</id><published>2010-06-16T19:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T19:21:13.813-07:00</updated><title type='text'>a vida da caixinha acaba no caixão</title><content type='html'>Uma folhagem tipo savóia nasceu dentro de uma caixa cigana vertida de tecido avermelhado. as outras caixas ao redor encheram-se de inveja: ora, quem ela pensa que é para nos humilhar dizendo que não somos uma boa caixa só porque não nos nascem verdinhas plantas? só porque nosso vazio não transborda? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- pois terás um triste fim, amaldiçoou-a a caixa anciã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E nesse momento não terás mais tua plantinha vaidosa e intrometida para te enfeitar. nisso ouviu-se uma estonteante música de um violoncelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A folhagem dançou para o seu amor, mas as caixas e as caixinhas mantiveram-se senhoras de seu destino. cada uma delas balbuciava baixo que sua alegria de vida não lhes demorava a chegar: encontrariam todas e cada uma por si, um caixão que lhe abrigasse, e por todos os tempos vindouros, ali com-nele sossegar, aninhada e protegida, da maldade do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-2023560909157365381?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/2023560909157365381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=2023560909157365381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2023560909157365381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2023560909157365381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/vida-da-caixinha-acaba-no-caixao.html' title='a vida da caixinha acaba no caixão'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-6092686035990777633</id><published>2010-06-16T18:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T19:04:14.310-07:00</updated><title type='text'>torneira</title><content type='html'>Ele, um nórdico, se inclina invasivamente para a frente, com seu corpo de aço, enquanto permanece ladeado de seus úteis e atarracados comparsas. há contudo uma cortina húmida de gotículas que os separam de nós. ainda assim, aparte, pretende nos inspirar, mais eis que um dedo mágico risca o seu corpo, ou seria a vidraça envaporada? superfície ou substancia? e o dedo nos deua a visão. a visão que já tínhamos, porque esse toque de agora sempre esteve lá. nasceram juntos o risco e o riscado e em criogenia fotográfica existirão eternamente, sem que saibamos jamais se um existiria sem o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-6092686035990777633?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/6092686035990777633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=6092686035990777633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6092686035990777633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/6092686035990777633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/torneira.html' title='torneira'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-3419541647014966239</id><published>2010-06-16T07:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T19:57:22.181-07:00</updated><title type='text'>Os problemas agem em bando</title><content type='html'>Fernando acidentou-se na rua da lanchonete em que faz seu lanche à tarde. O que sucedeu-se é que foi atropelado por um problema que dirigia uma caminhonete em alta velocidade (ocorreu que seu irmão foi abandonado pela mulher e queria morar um tempo em sua casa). O motorista desceu e ficou ali a seu lado. Logo juntou-se um pedestre curioso (seu chefe lhe deu um projeto urgente para finalizar no fim-de-semana). A partir daí foram se ajuntando a Fernando vários problemas, alguns novos, outros antigos e seus conhecidos de longa data. E ficavam a volta do acidentado, e este não conseguia fazer nada para impedir aquele aglomerado que cada vez mais o oprimia. Desde o acidente, Fernando ouvia vozes. No início soavam fortes, conselhos de amigos e familiares, uma “caída de ficha” ao ouvir “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”, uma benção do padre e incontáveis apelos da mulher. Mas mais e mais problemas chegavam em volta do acidentado para ver o que havia acontecido, porque ali havia muita gente, deveria haver algo interessante (ah, os problemas, esses desocupados...) e quanto mais chegavam, mais sufocavam a Fernando e menos, e cada vez mais distante, ele conseguia ouvir as vozes que lhe diziam para sair dali. Passados seis meses (porque os problemas, ao contrário das pessoas, não precisam ir embora trabalhar, aquilo é o trabalho deles...), ele se levantou e foi se embrenhando na multidão que o cercava. Era uma selva intransponível, pensou, mas continuou caminhando. Por muito tempo caminhou e estava a desanimar, de tantas voltas que havia dado, até que, de repente, ao desvencilhar-se de um problema aterrador, viu-se saído da selva e debaixo de um céu ensolarado e brilhante. Parado ali, exausto, respirava profundamente e o admirava. Um velho que tudo havia visto, lhe disse: - foi por pouco rapaz, já vi bons homens e mulheres que, passado o tempo que para ti passou, não mais se levantaram do local do primeiro acidente e lá ficaram até que morreram sufocados; outros ainda, adentraram na selva, mas perderam-se e, ao minguar da 7ª lua, desistiram de procurar a saída e sentaram-se ao chão e deixaram-se devorar pela terra. Rapaz, deixe eu lhe dar um conselho de velho, das próximas vezes, sim haverão, vê se olha por onde anda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-3419541647014966239?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/3419541647014966239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=3419541647014966239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3419541647014966239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3419541647014966239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2010/06/os-problemas-agem-em-bando.html' title='Os problemas agem em bando'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4500963905441912941</id><published>2009-09-07T17:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T17:54:57.628-07:00</updated><title type='text'>O mundo da vida</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P.sdfootnote-western { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P.sdfootnote-cjk { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P.sdfootnote-ctl { margin-left: 0.5cm; text-indent: -0.5cm; margin-bottom: 0cm; font-size: 10pt } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A.sdfootnoteanc { font-size: 57% } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O MUNDO DA VIDA. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="background: transparent none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;Pare para pensar:&lt;/span&gt; o que une todas as pessoas do mundo? Em nossa pergunta não está contido um chamado para a fraternidade, embora essa seja importante, mas a vontade de entender o que existe de realidade igual para tantas pessoas, culturas e conhecimentos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O que existe de inegável e fundamental em qualquer discussão são as pessoas reais que estão se comunicando. Porque são de carne e osso, e eu as vejo e ouço, penso serem mais reais ainda que quaisquer argumentos e provas objetivas a que uma ou outra esteja se referindo na conversa. Além das pessoas, outra parte importante da realidade são os problemas pessoais que cada pessoa tem. Muitas e variadas pessoas e problemas reais formam a realidade do mundo da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;  &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Ainda que o conhecimento seja feito para resolver os problemas, ele não resolve nada sozinho, alguma pessoa precisa aplicá-lo (bem). E o mundo da vida é a realidade geral de todas as pessoas que vivem neste planeta, com a convivência de mundos muito diferentes, todos em inconstante mudança. Não é porque o homem perambula sobre o mundo que podemos achar que ele é independente. É do mundo que tira se alimento, abrigo e as relações afetivas, é no mundo que se abriga e é às mudanças do mundo – sejam físicas, sejam de perspectiva – que a pessoa responde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Quanto maior é o conhecimento disponível e mais fácil nosso acesso a ele, fica mais difícil escolher por onde começamos. E se começamos a fazer algo pelo primeiro lugar que é possível, cada vez começamos por um lugar diferente, e daqui a pouco nem sabemos bem para onde estamos indo, o porquê de eu querer alcançar aquele meu objetivo. Não faltam tentativas humanas de superar esse obstáculo, e as inúmeras histórias sobre robôs contém sempre um pouco esse problema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Em 1950 uma fundação americana patrocinou uma avançada experiência científica de desenvolvimento do conhecimento neutro e objetivo. O método consistia em isolar da sociedade de sua época um indivíduo dotado de poderosa memória, obstinada concentração e raciocínio cartesiano, confinando-o a uma enorme biblioteca, que ia sendo alimentada com novas publicações cientificamente relevantes e libertá-lo 10 anos depois para que pudesse observar alguém que poderia levar uma vida pessoal sem idéias subjetivistas e se comportar da mesma forma objetiva que um profissional competente em sua atividade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Bibliotecários, psicólogos, matemáticos e uma infinidade de cientistas acompanharam e administraram o projeto. Em 24 de dezembro de 1960, Bóris Ruttendor renasceu para a vida prática e comum do cotidiano ao encerrar seu longo período de vivência e aprendizado exclusivo de conhecimento objetivo, não contingencial e não subjetivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Eram as seguintes questões que os cientistas da SIG-Fundation esperavam que o comportamento de Bóris respondesse: a) das diversas ciências que aprendeu, a qual Bóris daria uso prioritário? b) quando houvesse contradição entre diversas disciplinas como Bóris faria para superá-la? c) Como Bóris iria organizar a sua vida a partir dos inúmeros conhecimentos que possuía? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Enfim, o problema geral era: como o conhecimento científico objetivo seria usado pela pessoa de carne e osso ao enfrentar problemas reais no mundo da vida. E ainda, entre os incontáveis conhecimentos humanos existentes e pertinentes (sociologia, economia, direito, psicologia, educação, matemática, física, história, filosofia, semiologia, medicina etc.) como estabelecer o fundamento central de análise e funcionamento da aplicação desse conhecimento?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Quando Bóris saiu à rua, os cientistas estavam tomados por um nervosismo ansioso em relação à maravilha que Bóris prometia realizar. Alguns gritavam empolgados palavrões que expressavam a desforra em relação às pessoas que criticavam o projeto. Iam deixá-lo diretamente no centro de pesquisas para trabalhar entre cientistas que desconheciam o projeto, mas a diretriz do comportamento comum no dia-a-dia os fez optar por deixá-lo ir a pé , por algumas quadras, para agregar dados estatísticos de dispersão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Logo na segunda quadra Bóris se deteve ante o inexplicável cheiro que vinha de uma banca de cachorro-quente. Para ele que passara um longo período comendo uma equilibrada ração nutricional na qual conseguira identificar o logaritmo que usavam para variá-la, aquele aroma era ao mesmo tempo agressivo e tentador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Assim, a primeira questão que se apresentou a Bóris era a se deveria ou não comer aquela exótica comida sobre a qual derramavam molhos coloridos. Imediatamente seus conhecimentos se fizeram presentes e lembrou que historicamente o hot-dog era originário da cidade de Coburg, o açougueiro alemão Johann Georghehner, no final do século 17 e embora possa ter mais de uma centena de variações. Nutricionalmente calculou que aquela porção tinha 242 calorias, 14,5 g de gordura, 44mg de colesterol, 670 mg de sódio, 10,4 g de proteína e 13% da necessidade diária de ferro de um adulto saudável. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Já de acordo com a culinária moderna sua concepção rudimentar era compensada pelos contrapontos de doce, salgado e crocante. Nem o cálculo econômico era simples porque o preço menor era apenas o custo unitário, devendo os benefícios nutricionais e de tempo de consumo serem comparados com outros opções num autêntico exame de custo de oportunidade. Bóris, para simplificar utilizou os seguintes dados: opção a, 1 USS, 8% de impacto nutricional e 3 min de duração; opção b, 10 USS, 29% de impacto nutricional e 15 min de consumo e opção c, 15 U$$, 37% nutricional e 30 min de ocupação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Agregou o fato de que não poderia escovar os dentes naquela tarde e calculou o impacto odontológico daqueles ingredientes em sua dentição; e das ciências securitárias somou o risco de permanecer numa esquina de trânsito intenso e nervoso com alta incidência de acidentes. Vemos hoje que, dado o fato de que Bóris não tinha a velocidade de processamento de um Google, foi absolutamente natural que esse processo o fosse atrasando de seu objetivo primordial, aliás, isso mesmo começava a entrar no cálculo... enquanto isso os cientistas nada podiam fazer, porque a intervenção era proibida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Não fecharam 3 horas de considerações objetivas frente a banquinha de cachorro-quente, mas a fome de Bóris estava a cavar um buraco (subjetivamente falando) em seu estômago e a excitação perante o cheiroso lanche foi aumentando pela observação – ciumenta e reprovadora – das pessoas que simplesmente chegavam, pediam e comiam o lanche. A consideração reprovadora desse comportamento irracional, também começava a tomar parte de sua memória operacional disponível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Ocorria todavia que cada conhecimento disciplinar dava-lhe uma resposta inicial diferente: historicamente as comidas mais interessantes de serem consumidas seriam por exemplo uma dentre aquelas 750 classificadas como em risco de extinção, como o Aratu (moqueca de caranguejo vermelho) ou mesmo uma reforçada vitamina com guaraná nativo Sateré-Mawé. Quanto aos cálculos nutricionais, os resultados das diversas comidas eram os mais diferentes e as variações acompanhavam inclusive as diferentes lanchonetes (sobre as quais ele não tinha dados atualizados) e eram pesadamente incrementadas com as diversas possibilidades de acompanhamentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Havia ainda a necessidade de interpelar insistentemente o vendedor de lanches para que ele lhe fornecesse os aspectos específicos que não podiam ser identificados a olho-nu, mas nem 15 minutos se passaram e Bóris já não contava mais com a boa vontade do vendedor para o diálogo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Vendo-se impossibilitado de continuar, extasiado pela fome e tendo variados exponencialmente outros fatores envolvidos na decisão, enquanto essa mesma era processada, Bóris esticou o dinheiro em direção ao vendedor que, parecendo ter pressentido  o ápice, entregou-lhe imediatamente um modelo bastante completo, ao qual Bóris lançou-se como um animal, mordendo, lambendo e chupando molhos e condimentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Lá no observatório do projeto gritava de exultação, pois foram 5 horas da, sem dúvida, compra mais bem feita e racional de um cachorro-quente da qual se tenha notícia na civilização cristã. Estavam certos, os cientistas, de que Bóris ainda iria quebrar muitos recordes. Anotaram ali mesmo em sua tábua oficial de resultados: uma pessoa de carne e osso, quando precisa se alimentar não dá prioridade a nenhum conhecimento disciplinar e utiliza a cada um como uma informação relativa (embora essa informação tenha caráter absoluto dentro da própria disciplina de conhecimento).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Observaram ainda que, por diversas razões, como a própria fome, a escolha não é perfeitamente racional e é determinada por outros fatores em conjunto. Reconheceram ainda que, se havia um ideal perfeito de objetividade decisória, ele deveria estar, para o caso da compra de um cachorro-quente, para baixo do período de 5 horas de análise.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Bóris retomou o caminhando cantarolando de felicidade e estalando os beiços, e logo a frente em seu caminho para o centro de pesquisas , entrou em uma rua deserta e logo viu um adolescente pichando a parede de uma casa. Esse infrator, ao vê-lo saiu correndo, tentando, sem sucesso, esconder seu rosto. Bóris pensou no que deveria fazer. Desta vez, bem alimentado e ciente de sua recente experiência, encostou-se na parede para pensar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Para o direito moderno e positivo do país, tratava-se de um crime, uma fato típico, ilícito e punível, mas sociologicamente era uma manifestação cultural civilizada... e passou-se mais um tempo questionando-se sobre o que fazer, a ponto de que o registro de seus pensamentos facilmente construiria uma tese de doutorado sobre o que fazer quando ver um adolescente pichando um muro. Todavia, embora já tivesse anoitecido e Bóris necessitasse voltar para casa, ao contrário das pessoas comuns, recusou-se a interromper suas consideração com uma conclusão alcançada pelo cansaço. Como dizia ele, um cálculo pela metade não é uma verdade razoavelmente aceitável. Mas por outro lado a contradição entre aquele conhecimentos não se resolvera nem se resolverão tão cedo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Os cientistas registraram. O comportamento de Bóris não corresponde à uma omissão comum pois que é baseado em sólido conhecimento analítico. Mas é inegável, pairava no ar a sensação de que as necessidades, de segurança, de abrigo, de subsistência da pessoa real, têm importante influência no comportamento da pessoa real, ainda que essa “tenha a razão objetiva a seu favor”, e que não havia quantidade suficiente de razão que, por sua própria massa crítica precipitasse uma decisão e sempre havia mais a considerar e sempre existiam outros fatores determinantes da decisão pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Bóris viu-se de repente enfrentando um problema que os livros que havia lido não enfrentavam: cada ciência, em seu campo de atuação, em sua dimensão disciplinar de realidade, estabelecera inúmeras verdades e conhecimentos objetivos, mas não havia nenhuma delas que tivesse agrupado, relacionado e superado as contradições que natural e inevitavelmente surgiam entre cada uma delas, para se possibilitar decisões práticas no dia-a-dia; logo sobrava todo esse trabalho, que não era pouco tendo em vista a quantidade de conhecimento produzido e disponível, à pessoa de carne e osso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Ou seja, a escolha entre verdades paralelas e conflitantes que se mostravam, cada uma, verdades científicas e surgiam a cada novo problema enfrentado no mundo e que ainda deveria considerar a constante atualização perceptiva das circunstâncias contingentes dos dados objetivos disciplinares que  deveriam ser analisados. Percebeu Bóris que era ela, pessoa concreta, e não somente o seu cérebro racional, o centro de todo o conhecimento que ele possuía.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Lembrando-se  do episódio do cachorro-quente Bóris concluiu que os mesmos conhecimentos que ele possuía iguais às pessoas comuns, não necessariamente eram usados da mesma forma pelos indivíduos. O uso pessoal do conhecimento objetivo varia, por isso “pessoal”, conforme cada pessoa em dado espaço e tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Assim o fundamento operacional central do conhecimento objetivo não eram as suas regras internas de produção mas sim a ação daquela pessoa que tinha de: a) memorizar o conhecimento objetivo; b) perceber os dados da realidade; c) interpretá-los; d) relembrar os diversos conhecimentos especificamente aplicáveis ao caso; e) relembrar as experiências pertinentes obtidas; f) escolher as possibilidades mais benéficas e menos arriscadas; g) fazer uma síntese praticável entre conhecimentos como: religião e ciência, direito e economia, medicina e psicologia e assim por diante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 3.02cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A forma pela qual agimos sempre começa pelo mesmo lugar: Em todo lugar onde há sociedade, todos os atos, produtos, tarefas, idéias e demais existências tem como fundamento e finalidade principal, as pessoas reais, cada uma delas e, por consequência, o seu conjunto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Mesmo que eu diga que a pessoa é o fundamento, facilmente bate um vento metafísico e nos põe a perguntar: qual pessoa: a criatura/filho de Deus? O organismo fisiológico cada vez mais revelado pela ciência? A identidade de cidadania que o Poder Público e a Lei atribuem a cada uma? Não. Partimos das pessoas de carne e osso que estão vivas e são ali mesmo, cada uma, num lugar e tempo determinados; pois, embora elas possam se projetar para longe, pela imaginação, pelos meios tecnológicos, nenhuma pode negar que se encontra, cada qual, em seu 'aqui' e 'agora'.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Simplificadamente – e é o suficiente para a pessoa concreta – existem três tipos de lugares no espaço: aqui, ali e lá. O aqui é onde estou, onde estiver é 'aqui', é o lugar conhecido, acessível, percebido, ocupado, passível de ser construído por minhas mãos e razão. Já o 'lá' é o oposto, é um lugar longe de onde estou, de onde alcanço, nem o vejo, nem o sinto, e também não o posso acessar ou nele intervir&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.  Por fim o 'ali' é um lugar intermediário. Não é aqui onde estou e não é lá onde não alcanço, é um lugar acessível, embora não esteja ocupado agora, é um lugar que posso perceber, sentir e nele agir, embora não esteja fazendo isso agora. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Para além da compreensão do espaço mas relacionado e talvez baseada nessa distinção do aqui, ali e lá, está um dos eixos centrais desse trabalho: a distinção da realidade em três: presente (aquilo que está presente), (aquilo que está)ausente e o presente-ausente, que não se reduz a nenhuma das duas realidades, mas as carrega paradoxalmente em si, como a representação de algo, que não está ali, &lt;i&gt;em si, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;mas tampouco deixa de estar presente “de uma certa forma”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O 'aqui, agora' é a realidade da pessoa concreta. O 'lá' é o desconhecido, inacessível para nossa razão, já que o acesso humano físico, pelo corpo e pela percepção, já chega aos confins do universo. O 'ali' é pura possibilidade. Entre o evidente aqui e agora que é inegável, e o desconhecido, inacessível e obscuro 'lá', está aquilo que pode ser alcançado pelo homem. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Já que é correto falar do espaço-tempo como uma única realidade, podemos dizer 'aqui-agora', 'lá-depois' (e 'ali-durante'?). Essas idéias podem ser utilizadas para expandir a compreensão inicial de qualquer outro assunto através das palavras 'imediato' e 'mediato'. Exemplo: quando compro um ingresso para ver um filme de comédia, meu objetivo imediato é ver o filme e ele será frustrado se eu não conseguir vê-lo (digamos que o projetor quebre). &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Todavia, ainda que eu alcance meu objetivo imediato e veja o filme, não quer dizer que eu vá alcançar meu objetivo mediato: às vezes um filme dito de comédia parece mais um drama e o meu objetivo mediato ficará frustrado. Já se eu digo que o meu objetivo imediato é ver uma comédia, possivelmente o meu objetivo mediato é rir, mas ainda que alcance o primeiro, posso não alcançar o segundo, ainda que se trate de uma boa comédia, pois posso 'não estar no humor'. O que ocorre é que sempre presumimos, pelo nosso conhecimento, experiência e desejo, que na realização do objetivo imediato estaremos automaticamente realizando os objetivos/desejos mediatos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Se com os atos que realizo não tenho alcançado os objetivos que tinha é porque talvez a ligação entre isso que sei e domino, o 'aqui-agora', e o que não sei e não consigo alcançar diretamente, o 'lá-depois', não está funcionando como eu esperava. Se a soma dessas realidades forma o mundo da vida em que vivo, essa é a hora em que eu me pergunto se a visão de mundo que eu tenho corresponde mesmo à realidade. Ainda que essa questão já tenha surgido para mim, se alguém me disser que o meu mundo (ou nosso) não é exatamente do jeito que eu o vejo, teria que me dar uma explicação muito convincente para eu, talvez, acreditar. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Não é só por teimosia não, mas acreditar numa outra realidade é, ao mesmo tempo, destruir a verdade da realidade que eu possuía antes, e como eu faço parte da minha realidade, é também fazer e deixar morrer uma parte de mim para que outra nasça em seu lugar (porque não consigo que duas realidades diferentes ocupem, em mim, um mesmo lugar). &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Mas temos mesmo de nos ocupar pensando o que é a &lt;i&gt;verdadeira realidade? &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Não basta saber &lt;/span&gt;&lt;i&gt;como&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; as coisas funcionam? Essa pergunta traz para o centro de nossas divagações, o questão do 'uso das coisas'. De um modo geral, todo conhecimento é produzido para que possamos “usar algo” como instrumento para conseguirmos determinado resultado. O conhecimento, no mais das vezes, contém essa representação: “se buscas o objetivo (mediato) x, faça y (imediato)”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Se tudo é utilizado, o próprio conhecimento e a pessoa concreta também são utilizados para os objetivos. Mas os objetivos podem ser os mais variados e não se limitam aos que o conhecimento formalizou em si ou a pessoa pensou para si mesma. Enfim, o uso que fazemos do conhecimento objetivo é bastante diferenciado do que dele decorreria “naturalmente” e as motivações, circunstâncias e interesses que condicionam o uso do conhecimento o fazem significativamente autônomo e diferente do conhecimento em si. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Enquanto a pessoa não alcança um resultado satisfatório para um problema formulado (necessidade cognitiva), para a fome sentida (necessidade fisiológica) ou para uma relação amorosa (necessidade afetiva), ela permanece impaciente, irresignada, incontida, ativa, buscando saber como aquele mundo poderia ser entendido de forma a se extrair dele a realização dos objetivos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3.02cm; margin-bottom: 0.42cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O presente trabalho se opõe à concepção tradicional de conhecimento que em vez de reconhecer a importância das diversas dimensões humanas, as hierarquiza tendo por cume a razão, estrato inferior a vontade, e subordinadas todas as demais faculdades. O mundo da vida e as necessidades humanas estariam na base da pirâmide, sobrepondo-se a eles a sensação, a percepção e a ação, e por cima dessas por sua vez a pessoa humana como conjunto, como todo, sendo que por sobre essa a vontade, da qual nada que se realiza se faz sem aquela e determinando toda a dinâmica de 'ser' humano, está, pura, a razão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3.04cm; margin-bottom: 0.42cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A falha nesse esquema hierárquico de determinação ou faculdades, seria algo em desacordo com um ideal humano atingível por todos e, portanto, uma conduta passível de ser “curada” por um tratamento médico, “expiada” por um ato religioso ou “retribuída” por uma sanção jurídica. Sobre isso, uma história:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Armindo é engenheiro-chefe em uma construtora. Recebeu de sua mãe uma educação cristã e de seu pai um solidificado espírito científico. Em seu aniversário de 38 anos, enquanto abraça sua namorada Ana, navegou no pacífico mar de memória infantil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Lembra-se de como era uma criança alegre que, guiada por suas necessidades, desbravava corajosamente o mundo da vida que lhe cercava. Claro que para isso precisava aprender a sentir, perceber e agir como se fazia e era esperado que se fizesse em sua pequena cidade natal no interior de Minas Gerais. Mas não, não era um robozinho repetidor da cultura de seu mundo cada vez mais de horizontes estreitos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Como homem aprendeu a dominar-se por meio de sua férrea vontade que sobre todas suas contradições se impunha e sobre essa só havia mais uma coisa, mas sobre essa última mais nada, nem mesmo Deus que emprestou de sua mãe até a adolescência. A razão não apenas reinava absoluta no ápice do seu edifício cultural, era também o fundamento primeiro e a moldura estrutural de tudo o mais do que se fizera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Foi essa a exclusiva e esmagadora lição de seu pai: a razão guiando a vontade, a vontade dirigindo a ação e o sentir e o contato com o mundo e o reconhecimento de suas necessidades era assim ordenado racionalmente ao que deveria fazer. Subitamente emerge Armindo no presente e percebe Ana próxima sentada na poltrona e lendo uma revista de arquitetura e decoração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Algo estranho em seu semblante. Enfado? Armindo não consegue manter sua atenção por tempo suficiente para descobrir; novo mergulho, desta feita ao momento mais marcante de sua adolescência. Quando aos 16 anos decidiu ser palhaço de circo e comunicou a seus pais, lhe pareceu que o mundo estava em guerra. Não tinha um só dia de paz para viver sua nova vida que ele mesmo se concedeu escolher.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Diziam seus pais que ele queria envergonhar a família e passar vivendo a custa dos velhos pois que não ganharia nada. Mesmo sua mãe, que de um modo geral o apoiava, viu naquele comportamento um ato de força do demônio que havia tomado seu filho já que esse fraquejava na prática da fé. Deveria consagrar-se a Deus para expiar em subversão que estava a fazer dos valores familiares cristãos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Mas isso era pouco comparado aos ataques que seu pai comandava. Para Goulart, o pai, essa coisa de o filho querer abandonar uma vida responsável, em nome das “emoções” só poderia ser algum tipo de doença. Pensou ele que a dita evolução constante e a olhos vistos de seu filho, era só aparência, e o que ocorrida de fato era uma falha, uma espécie de doença do pensamento ou da razão que deveria ser curada com o pensamento correto, o famoso “colocar as idéias no lugar”, que colocasse as finalidades pessoais de Armindo na hierarquia anterior, verdadeira, da qual se desviou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Goulart lembrou também as sanções econômicas, se virar sozinho e até ser deserdado, que estariam associadas como consequências de quem viola o valor e a verdade do domínio da razão sobre si mesmo. Armindo teve novo sobressalto, Ana agora dorme na poltrona, sua respiração tem a cadência de uma ordem imutável. Pensa que a cada prédio que constrói hoje, está em seu íntimo a dizer-se a si próprio que, se as etapas da evolução da construção de uma pessoa ou prédio não são suprimidas, ao menos as “mais baixas”, dentre elas as emoções, devem se ordenar e guiar pelas mais altas e, ao fim, todas as coisas humanas, pela razão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 2.99cm; text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-size:85%;" &gt;Armindo olha para Ana, suspensa no sono; sim, é a mulher que ele ama e não, seu método racional de ação não tem funcionado bem para a relação de ambos. As suas emoções que ele permitiu que fossem suprimidas pela sociedade, agora fazem falta. Essa dor pede um amortecimento... uma ideologia para seguir? Um bom uísque para beber?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Ainda que o homem parta de suas dimensões e realidades fisiológicas e anatômicas, ele as transcende. Transcende nas mais variadas realizações da cultura, como a filosofia, a arte, a ciência, a religião etc. Se o homem extrapola a parte visível, física, do mundo, não quer dizer contudo que dela ganhe total autonomia, pois está ancorado a sua objetividade interna (seu corpo) e à objetividade externa (do mundo). Ainda que perambule pelo mundo, dele e nele está incrustado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A realidade também pode ser compreendida através de outra distinção tripartida. No primeiro momento encontramos o 'próprio', que é aquilo que é 'meu', meu corpo, meu espaço e os objetos que me pertencem. Do lado oposto temos aquilo que não é meu, aquilo que é de outro, que não posso alcançar fisicamente ou conhecer – é o 'alheio'. Por fim, entre aquilo que é estritamente meu e exclui todos as demais pessoas como realidades subjetivas de igual dignidade, e aquilo que me é alheio e me exclui totalmente como realidade própria, está o que é 'comum' a ambas as existências.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Quanto ao tempo, vivemos tão naturalmente nele quanto respiramos o ar, mas nem por isso o entendemos. Todavia uma melhor compreensão das relações entre presente, passado e futuro, de sua continuidade e de que ele (o tempo) faz parte de nós, nos auxilia a entender os acontecimentos a nossa volta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Há muitas formas úteis de estudar o tempo. Um engenheiro numa linha de produção de uma fábrica, um físico em seu laboratório e um escritor em seu romance ou roteiro de cinema, cada um em sua obra estuda e utiliza 'o tempo' de uma determinada maneira. Já para a pessoa comum, eu e você, que enfrenta seus problemas do dia-a-dia no mundo da vida, a melhor forma de entender a vida e o próprio tempo que se respira (lembre-se que é sútil como o ar...) é através da idéia de jornada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Toda  jornada tem um começo, um início, um princípio que é a sua origem. Algumas vezes esse ponto é bem demarcado – como a cerimônia do casamento – outras vezes nem se percebe – com um sentimento que lentamente vai se formando em nós sem que saibamos quando ele começou (só percebemos quando ele “estoura”). Mas a cada partida, quando se põe a caminhar, o viajante já abandonou a origem e agora encontra-se no meio do caminho, trilhando o que se diz que é a jornada propriamente dita, no tempo presente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Por vezes, observando-se de fora o viajante da jornada da vida (todos nós o somos), andando em seu caminho, pode nos parecer que ele está caminhando sem uma finalidade, um destino específico. Ledo engano. O “empurrar com a barriga” é um modo de se fazer a caminhada, mas sempre haverá uma intenção naquele caminhar, naquele ato que fazemos ou naquele ato de não fazer. No mundo da vida – que é espaço e tempo concreto para a pessoa de carne e osso - não existe isso de você “não fazer nada”. Nesse sentido, a vida é como uma esteira de ginástica (que não desliga nunca), mesmo que seja para ficar no mesmo lugar, você tem de agir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;E sempre que se está caminhando e agindo há nisso uma intenção, uma direção. É essa intenção que aponta, &lt;i&gt;lá na frente&lt;/i&gt; um objeto, um resultado, um acontecimento, um lugar, enfim, qualquer coisa, a qual atribuímos a característica de ponto de chegada. Esse destino pode ser específico como atingir uma meta no trabalho ou geral como celebrar o conjunto da vida, como fazemos a cada ano comemorando nosso aniversário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Aliás o aniversário é um bom momento para se refletir (desde que não atrapalhe a festa, claro!) sobre o tempo. &lt;span style="font-style: normal;"&gt;Vejo que no passado, em minha origem está “o que eu era”, que no presente está “o que eu sou” e que do futuro acena para mim “o que eu posso-e-quero ser”. Medito também sobre a irreversibilidade do tempo, percebendo que não posso agir no passado e desfazer aquilo que está feito. Se eu tiver mais tempo de jornada, e observar as crianças presentes, pode me ocorrer que &lt;/span&gt;&lt;i&gt;o novo sempre vem&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; e que renegar isso não irá aliviar o medo que todos temos da morte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Mas como estamos imersos no tempo não tem sentido falar dele como um objeto fora de nós “o tempo”. Fundamental é colocar a pessoa concreta como a realidade que se integra em conjunto com o tempo. Assim, para meditar sobre o passado, presente e futuro podemos nos utilizar das expressões de Eduardo Gianneti, “eu-agora” e “eu-depois”, as quais ele desenvolve como partes da própria pessoa que a habitam e disputam entre si, cada qual com “uma personalidade” marcada ou face do valor do agora, ou em face do valor do amanhã&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote2anc" href="#sdfootnote2sym"&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. A essas duas categorias acrescento o “eu-antes”, representante da integração entre a pessoa concreta e o passado. Várias idéias podem ser desenvolvidas a partir dessa abordagem do tempo e da pessoa e não só a feita pelo autor citada ou a que fazemos abaixo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O eu-antes é o pai, o criador e a origem. Desta ela guarda a memória, desta memória ele depurou compreensões e a partir dessas ele constrói explicações de como o seu mundo interno e externo funciona. Já o eu-agora é um pragmático voltado à ação, que para isso se funda nos dogmas que o eu-antes elaborou; o eu-agora se utiliza de tudo que tem a seu alcance para a sua ação e nesta ele consome a seu tempo e a si próprio. Por fim, no eu-depois habitam tanto a faculdade imaginativa quanto a fé, a crença e esperança que compõem as previsões que fazemos de como o mundo e as pessoas devem ou deveriam se comportar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Pensar na relação direta entre cada um de nós e seu próprio tempo permite que vejamos uma realidade contigua entre eu e meu mundo, onde há correspondência entre minhas faculdades e minhas circunstâncias, ainda que as dimensões-faculdades temporais se excluam entre si. À dimensão do passado corresponde nossa faculdade de compreensão e explicação, porque no presente não há tempo e o futuro ainda não aconteceu. À dimensão do presente corresponde nossa faculdade de agir. Todas as minhas ações que deixam registro no mundo, ocorrem no &lt;/span&gt;&lt;i&gt;agora. &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Já o futuro, é inatingível, pelo homem que está sempre no agora, a menos que seja pela faculdade de imaginação e pelas previsões (racionais ou místicas) que fazemos do que irá ocorrer. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Enquanto&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; estou imaginando, e crendo num certo futuro, não consigo agir ou entender &lt;/span&gt;&lt;i&gt;em outros tempos&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Enquanto ajo não posso compreender (estar no passado) embora eu sempre faça algo &lt;/span&gt;&lt;i&gt;baseado em uma compreensão&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; que eu já tenha tido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Esquematicamente pense-se no tempo como um mecanismo com dois pêndulos. No eixo de cima, que os prende, está a idéia do atemporal, em torno da qual balançaria o fluxo do tempo. Um dos pêndulos é o futuro, o outro é o passado, a posição perpendicular dos pêndulos indica onde está o presente (no &lt;i&gt;agora &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;o movimento está em repouso)&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote3anc" href="#sdfootnote3sym"&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Nessa “pendularidade” contínua (mas não necessariamente constante) do tempo; o que fazemos no passado, o movimento do passado, constrói o que vivemos no presente e o movimento que fazemos no presente constrói o futuro, já o futuro, por sua vez, a cada passar do tempo, torna-se presente e o presente, a cada passar de tempo se torna passado e o que fizemos no passado constrói o presente, e assim sucessivamente, num movimento temporal que só se encerra (é o que parece), para a pessoa de carne e osso, quando ela morre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Nosso esquema do tempo tem então pelo menos duas diferenças significativas: 1) em vez de ser divido em três estratos (presente, passado e futuro) é divido em cinco (passado, passado-presente, passado-presente-futuro, futuro-presente e futuro); 2) A representação do tempo em vez de se fazer com uma linha reta que parte do ponto PA (passado) passando pelo ponto PRE (presente) e se encerrando no ponto FU (futuro), se faz por um mecanismo que possui dois pêndulos, um representando o passado e o outro o futuro, que se movem independentemente, tendo por eixo fixo um ponto atemporal, cuja linha perpendicular representa o presente. Conforme a figura abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A rigor são duas idéias com relativa autonomia, a do tempo como pêndulos duplos e a do tempo dividido em cinco etapas. O funcionamento dos pêndulos já o vimos no que se costuma abordar como a circularidade, ou no caso, o movimento pendular do tempo. A circularidade do tempo traz a conclusão de que as coisas se tornam absolutamente iguais ao que já foram, o que a experiência da mutabilidade do mundo e a da individualidade da pessoa rejeitam. A linerialiedade, em contraponto, coloca uma superação completa do passado que nada diz do presente ou do futuro, o que também a experiência rejeita já que tanto um quanto outro &lt;i&gt;são&lt;/i&gt;, pelo menos em parte, &lt;i&gt;determinados&lt;/i&gt; por aquele, que portanto &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; e não apenas &lt;i&gt;foi&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Em outra aproximação, o que é relevante no tempo dividido em cinco etapas são as duas etapas que acrescem: o passado-presente e o futuro-presente. Essas categorias se integram às três já tradicionais, que mantém suas características originais no novo conjunto. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O passado-presente é aquele passado que ainda não está tão distante (significativamente e não em quantidade) a ponto de deixar de influir (ou de que deixemos de perceber sua influência) no realizar presente pelo qual vou transformando o que &lt;i&gt;era&lt;/i&gt; de outro jeito (ou repetindo o que já &lt;i&gt;era&lt;/i&gt;). Ele faz uma ponte entre duas realidades que se relacionam e concretiza que é o que fazemos no passado que realiza o que temos no presente, para que não pensemos que esse presente tem toda a autonomia que imaginamos quando o concebemos isolado de sua origem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O futuro-presente, reflexamente, é aquele futuro que já não está tão distante a ponto de deixar de influir em nossas ações imediatamente realizadas no presente, pelas quais vamos transformando o conteúdo de nossas previsões de mundo, em realizações de mundo. Se pela imaginação ou pela memória podemos nos lançar, longe, num passado ou futuro autônomos, ao nos aproximarmos, como pessoas concretas, do presente, que enfeixa nossas diversas faculdades, essas categorias se fundem e produzem um ato/estado único, cujos fundamentos são marcados pela sua origem e cujas finalidades são orientadas para o futuro. Esquecer de onde viemos e não saber para onde vamos, torna o nosso presente ineficiente, cansativo e enfadonho ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A criação apaga a existência de uma passado que se integra ao presente, de um criador que permanece parte da criatura (a sua importante origem); ela concebe o tempo como fragmentos que se justapõe apenas. Já a   transformação (não aquela falsa que é na verdade uma criação ao mostrar a “transformação” de “matéria morta”&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote4anc" href="#sdfootnote4sym"&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; em uma criatura viva) mostra a continuidade do fluxo do tempo e do espaço que realiza o significado da vida, colocando as existências em elos entre si e com o todo (não necessariamente causais) que lhes devolvem a realidade de um &lt;i&gt;ser-aí&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote5anc" href="#sdfootnote5sym"&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Assim, depois de tudo, é chegado o tempo de falar do espaço e do que representamos espacialmente; e embora abordemos o tempo e o espaço em separado, fenomenologicamente (na prática, no mundo de verdade e na lógica de ambos) se trata de uma única realidade, o espaço-tempo, como nos convenceu Albert Einstein com sua teoria da relatividade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O que desejo provar nesse momento é que duas coisas diferentes podem ser verdade, cada uma por si, simultaneamente, ainda que tratem parcialmente do mesmo objeto ou realidade. Quero provar que a existência de alguém ou de alguma coisa, por si só, já lhe coloca como uma realidade e como uma verdade &lt;i&gt;em si &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;(embora a verdade em si não seja a verdade toda, mas uma parte). Mas façamos o trajeto completo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Partamos de um todo originário que, antes de todas as divisões, fosse tudo. É quase impossível pensar algo mais sobre esse todo sem que se comece a analisá-lo, a fracioná-lo. Só podemos pensar o todo como uma unidade, ou como &lt;/span&gt;&lt;i&gt;a unidade&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Se o todo é aquilo não dividido, para as religiões esse todo é Deus, para as ciências evolucionistas esse todo foi a cadeia (evolutiva) da vida – A Natureza (para ficarmos nas considerações de nosso planeta) - que culmina com o homem, antes de se apresentarem novos todos pela especialização e avanços que o colocaram física, química e biologicamente para além e para aquém da observação do homem não-cientista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Mas para não nos perdermos na profusão atual de respostas científicas inconciliáveis sobre o que é o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;todo&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; que constitui &lt;/span&gt;&lt;i&gt;a realidade&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; última e a verdade absoluta (inquestionável no presente embora se admita que no futuro possa se apresentar em uma nova forma) vamos ficar no meio do caminho com o animal humano que evoluiu dos macacos e desenvolveu faculdades e características exclusivas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Podemos tomar aqui um interessante ponto de interseção da explicação religiosa da origem e criação do homem e da explicação científica da biologia evolucionista; embora elas discordem na maior parte dos aspectos, ambas concordam numa verdade fundamental: antes de o homem assumir-se como tal, ele pertencia a um todo (Deus ou a Natureza) no qual mal se diferenciava. Pensemos assim: se Deus e a Natureza existiam por si, antes e independentes do homem, eles constituíam uma verdade, uma realidade e um todo, cada um em si; era a unidade unívoca indiferenciada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Se num segundo momento, o homem entra no cenário, mas ainda integra o reino daquela totalidade da qual ele não tem consciência como parte, ainda se trata de uma unidade, mas agora já plurívoca porque focaliza a existência de uma parte componente daquele todo ainda não fragmentado; o homem ainda é mais um animal da realidade natural ou mais uma criação da realidade divina. Mas em algum momento o homem “acorda” e a cisão original acontece. Esse momento é bem definido religiosamente com o pecado de terem Adão e Eva comido o fruto da Árvore do Conhecimento e tomado consciência de sua nudez; já na ciência – que apela menos ao dogma – essa resposta está sempre em aberto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;O certo é que para as cosmogonias em geral (explicações completas da origem do mundo) havia no início &lt;/span&gt;&lt;i&gt;um todo&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; e desse todo houve uma cisão original e essencial: a criatura se afastou do criador, a parte se tornou independente, de alguma forma, do todo primordial ao qual pertencia. Temos a primeira cisão todo-parte, entre o homem e sua origem, a qual precederá a todas as demais. É sobre o afastamento e a aproximação entre a realidade da pessoa de carne e osso e a verdade de Deus que se debruçam todas as religiões; é sobre a verdade do &lt;/span&gt;&lt;i&gt;homo sapiens &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;e a realidade física, química e biológica que se inclina toda a ciência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Dessa primeira divisão que atingiu a unidade e a distinguiu entre um todo e partes, entre a origem e a própria existência, entre criador e criatura, nascem todas as  demais distinções de nosso conhecimento sem que possam – como partes – lhes negar o todo ao qual pertencem. A partir da primeira cisão, a pergunta primordial não deixou mais de ser feita: qual a verdade, ou, qual a realidade; a do todo ou a da parte? A partir daí chocam-se no homem a verdade do que é interno a si e do que lhe é externo; e ainda que a demarcação do “interno a si” varie, essa divisão funda o paradigma, por nós ainda realizado, da separação entre sujeito e objeto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Essa disputa entre a verdade da parte e a verdade do todo pode se apresentar nos binômios opostos mais variados, como entre a “alma” e o “corpo” ou entre a “alma” e a “mente” ou entre o “corpo” e a “alma”, ou ainda o “corpo” e a “mente” ou o “corpo” e o “mundo”. Já a divisão entre sociedade e natureza fundou parte significativa do conhecimento de nossa civilização e em relação ao método e outras características do conhecimento, outra cisão profunda prevalece hoje entre conhecimento científico e conhecimento vulgar (aquele dito do senso comum, que não é disciplinar).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Se o mundo natural era o todo, a sociedade foi dele separada como uma parte; se a religião – quando não se distinguia do Estado - era o todo do homem em seus âmbitos públicos e privados, a moral foi dela separada como a parte ética do social; se a moral era o todo da ética o direito foi separado como parte específica na medida em que dela ganhou autonomia científica  (formal)  e social (substancial) em relação à moral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Vivemos hoje, após tantas divisões, em uma realidade muito fragmentada, onde o oráculo – Google - (que representa a sabedoria; sendo esta por sua vez um conhecimento do &lt;i&gt;todo&lt;/i&gt;) é uma imensa máquina de calcular que localiza o fragmento procurado através de fórmulas e cálculos matemáticos. Podemos facilmente perceber que essa fragmentação do mundo da vida aumenta em compasso com a expansão do conhecimento, o que nos faz concluir que ela só tende a crescer. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Dessa forma cresce também a fragmentação da pessoa, porque o mundo da vida é uma dimensão da pessoa que somos e “eu sou eu e minhas circunstâncias” (Ortega y Gasset), e é por essa faceta física, espacial e temporal da pessoa de carne e osso que iniciamos nosso estudo das perguntinhas irrespondíveis: “quem somos nós?”, “de onde viemos?”, “para onde vamos?” e “qual é a verdade?” ou, numa formulação mais moderna: “como funciono eu e o meu mundo?”, “quais as minhas forças e fraquezas inatas?”, “o que necessito e como faço para ser feliz?” e &lt;span style="background: transparent none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;“quais as certezas nas quais devo me apoiar para viver?&lt;/span&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Ao lado dessas perguntas relativas ao &lt;i&gt;todo,&lt;/i&gt; estão as &lt;i&gt;partes&lt;/i&gt; variadas, e entre ambos se estabelece a tensão entre todo e parte, a qual mantém pressuposta a questão de qual é a “verdadeira verdade” entre essas duas realidades distintas e aparentemente excludentes. Quando entramos numa discussão e agimos como “donos da verdade” que excluem a verdade um do outro, estamos pensando em verdades, realidades que se comportam como objetos físicos de igual natureza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;se parecem de igual tamanho, finalidade, origem, funcionamento, fundamentos etc. A partir do momento em que lhe reconhecemos, sem destruir, suas diferenças, é possível que iniciemos um processo de aceitação mútua e simultânea das duas verdades. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Da idéia de que a verdade, tal qual um objeto da realidade física, ocupa um determinado espaço, decorre que esse espaço (assunto) não possa ser ocupado ao mesmo tempo por outra verdade, ou seja, só pode haver uma verdade, uma realidade. Ou, de outro modo, para todas as teorias de origem da vida que encontram ordem no início do universo, a busca da unidade, da verdade definitiva e da realidade total, é a tentativa de se retornar, de se religar à origem que foi abandonada; tentativa essa que possivelmente se dá no meio do caminho, sem se completar a jornada que exige que&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Falamos tanto do todo e da parte porque essas são duas realidades que se superpõe simultaneamente sem que nos ocorra imediatamente que isso é impossível, pois sabemos que a realidade das partes não exclui a verdade do todo. Para essa compreensão, todavia, não é útil a metáfora da máquina porque, nela, não verificamos um todo que não seja a exata correspondência da soma da verdade de cada uma das partes. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A metáfora do computador máquina quase seria suficiente para nós porque: a) admite duas realidades distintas, sendo que cada uma é uma verdade em si sem que se questione a verdade da outra ; b) ambas têm mediatamente (ao final) a mesma função (a preservação e o desenvolvimento humano) e, imediatamente, funções diferentes (o indivíduo o dever de individuar-se, a sociedade o dever de organizar-se); c) a autoregulação (do funcionamento interno) da parte “convive” com a heteroregulação do conjunto (as influências do todo e das outras partes). &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;É numa sociedade democrática, livre e fraterna que encontramos a metáfora adequada para o homem plural. Ela é um composto de realidades diversas – totalmente verdadeiras em si e parcialmente verdadeiras como partes de um todo maior - que ilustra as verdades simultâneas de todo e partes, como níveis de existência diferentes, até antagônicos, mas  ambos verdadeiros sem que a realidade de um exclua a do outro. Não se negam os indivíduos como as partes componentes da sociedade, não se nega a sociedade como o todo no qual a parte pode se realizar, simultaneamente,  para si e para os outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O todo e as partes podem ser ilustrados didaticamente com a sociedade e os indivíduos que a compõem. Nesse caso, para começar, ninguém nega a existência de algum deles. Tampouco se tem tentado entender a sociedade pela simples soma da realidade individual de cada um, sabe-se enfim que a realidade do todo transcende as das partes, não importando se a ênfase é na soma das partes (crença é comunitária) ou na subtração das partes (crença liberal); porque realmente ocorre uma ambivalência da parte e do todo, cada um valendo, para si e para o outro, simultaneamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;A parte e o todo são realidades diferentes sobre o mesmo objeto, sujeito ou assunto, mas são ambas verdadeiras em si (existem daquele  modo), ou seja, formam um todo próprio e completo, &lt;i&gt;até que &lt;/i&gt;uma delas seja pensada em relação a outra coisa, quando então a primeira verdade, que era total e única, passa a ser parcial (da parte) e plural, mas tratando sobre a mesma coisa haverão duas realidades distintas, ambas verdadeiras. Por exemplo, no direito, o que é uma verdade total, atestada e completa, “a realidade dos fatos”, para uma parte, é apenas um argumento (verdade parcial, provisória) para a outra; e as duas verdades antagonistas convivem num processo dialético que, por se orientar à ação prática&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote6anc" href="#sdfootnote6sym"&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;, sente-se obrigado a reduzir a pluralidade de verdades parciais à uma única.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Boa parte das coisas que pensamos hoje em dia está imersa no paradigma da separação entre sujeito e objeto, como verdade que se excluem. A proposta desse livro é que se tratam de verdades e realidades (tratamos ambos como sinônimos pois esse sentido mútuo aparece quando percebemos que eles se explicam um pelo outro) que existem como um todo completo, cada uma para si, mas ambas como parte de uma realidade maior, que as compreende mas não absorve, embora adicione a sua autonomia uma novas influências do novo fenômeno, o qual elas passam a integrar. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Não existe objeto que não tenha sido observado ou pensado. Essa observação ou pensamento forma-se e guarda-se junto com outras observações e pensamentos (são partes portanto) produzidos pela observação e pelo raciocínio, sendo ambos partes de pessoa concreta. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Assim, o objeto é sempre parte na relação da pessoa com ele, embora ele objetivamente, visto por um “observador neutro” poderia mostrar-se maior, como uma instituição ou a sociedade ao qual aquela pessoa pertence. Numa perspectiva empírica, nem mesmo o mundo da vida ou Deus contém a pessoa; só uma pessoa de carne e osso pode conter a si mesma em toda a sua extensão, profundidade, potencial, responsabilidade e poder. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;O sujeito é, enfim, o todo perante o qual o objeto, como parte, se apresenta concretamente. Se sujeito e objeto não tem a mesma natureza, não há porque discutir qual prevalece, pois prevalecerá cada qual em suas funções e de acordo com sua natureza, o todo dando significado e funcionalidade às partes, as partes dando subsistência e estrutura ao todo. Isso nos permitirá uma releitura do paradigma do sujeito x objeto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;Para si, cada realidade, cada existência é um todo, embora possa ser analisada, internamente, em partes. Para outra realidade, contudo, cada existência é uma parte de um fenômeno maior que inclui as diversas partes que se relacionam e se definem entre si, em cooperação antagônica entre a autoregulação de cada uma das partes e a heteroregulação indireta do todo. Pense-se no homem em sociedade e se percebe que fora os poucos casos em que ele é &lt;i&gt;fisicamente &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;coagido em seu corpo para que esse se comporte na exata medida daquela força, em todos os outros casos é necessário que a norma, a influência e a persuasão externas sejam assimiladas pelo funcionamento interno de uma tal forma que esse produza naquela parte o que o todo pretendeu. Entre a ação do todo e a reação concreta da parte, intervém como ela compreende, elabora e executa a resposta, portanto a a heteroregulação é indireta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; font-style: normal; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 3cm; margin-bottom: 0.4cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="sdfootnote1"&gt; 	&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; 	&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt;Se 	o conhecimento e a tecnologia me permitem ir em algum 'lá' 	enquanto meu corpo permanece 'aqui' algum tipo de complicação 	haverá de existir... Pode ser que a minha pessoa concreta 	tenha tido seu 'aqui' expandido até 'lá', pode ser que 	as distâncias tenho diminuído (como enfatizam as 	companhias telefônicas e aéreas).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="sdfootnote2"&gt; 	&lt;p class="sdfootnote-western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote2sym" href="#sdfootnote2anc"&gt;2&lt;/a&gt;“O 	conflito subjacente a todas essas situações opõe 	dois personagens que disputam pelo poder na assembléia 	intrapessoal de cada um. O primeiro deles é o &lt;i&gt;eu-agora: &lt;/i&gt;um 	jovem entusiasta, frequentemente inebriado de desejo, sempre 	disposto a desfrutar o que o momento pode oferecer de melhor, 	generoso sem dúvida, mas com a vista curta e forte inclinação 	a descontar pesadamente o futuro. O bem imediato é a sua 	razão de ser. Do outro lado, ..., o &lt;i&gt;eu-depois:&lt;/i&gt; um 	adulto desconfiado, frequentemente avinagrado de preocupações, 	sempre com um olho na própria saúde e no carnê 	da previdência, cioso do seu horizonte profissional, cauteloso 	em meio a um mar de dúvidas, mas capaz de enxergar um pouco 	mais longe que o &lt;i&gt;eu-agora, &lt;/i&gt;ainda que ao custo de muitas vezes 	descontar pesadamente o presente. O bem remoto é o seu único 	foco.... A arte da convivência interna está ligada à 	busca de alguma forma de equilíbrio estável entre 	essas duas forças”. &lt;span style="color:#000000;"&gt;GIANNETTI, 	Eduardo.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;b&gt; Auto-engano&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. 	São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 181/183.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="sdfootnote3"&gt; 	&lt;p class="sdfootnote-western" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote3sym" href="#sdfootnote3anc"&gt;3&lt;/a&gt;Outra 	representação seria um dos pêndulos como o do 	&lt;i&gt;tempo-interno-subjetivo &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;e o 	outro como o do &lt;/span&gt;&lt;i&gt;tempo-externo-objetivo. &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Embora 	essa alegoria sirva ao desenvolvimento de algumas questões, 	não adotamos a divisão interno-externo como 	fundamental neste texto porque ela &lt;/span&gt;&lt;i&gt;pertence &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;historicamente 	aos que propõem uma inconciliável distinção 	entre sujeito e objeto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="sdfootnote4"&gt; 	&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; 	&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote4sym" href="#sdfootnote4anc"&gt;4&lt;/a&gt; 	No caso da criação de Adão havia apenas o barro 	e o sopro de Deus criou o homem com o que – para a experiência 	humana do que lia o mito - se criavam apenas vasos e outro 	utensílios inertes. No romance onde o monstro de Frankstein é 	&lt;i&gt;criado, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;a idéia é 	a mesma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="sdfootnote5"&gt; 	&lt;p class="sdfootnote-western"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote5sym" href="#sdfootnote5anc"&gt;5&lt;/a&gt;O 	conceito é do filósofo Martin Heidegger.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div id="sdfootnote6"&gt; 	&lt;p class="sdfootnote-western"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote6sym" href="#sdfootnote6anc"&gt;6&lt;/a&gt;O 	mesmo não ocorre com a compreensão e o conhecimento, 	que admitem a pluralidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4500963905441912941?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4500963905441912941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4500963905441912941' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4500963905441912941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4500963905441912941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2009/09/o-mundo-da-vida.html' title='O mundo da vida'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-3855333685730996824</id><published>2009-03-26T08:26:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T08:30:41.126-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='organização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>A sociedade das ideias</title><content type='html'>As ideias em nós vivem como nós vivemos em nossa sociedade. Cada ideia tem o seu espaço, a sua função, as ideias afins e as que rejeita. entre as ideias há casos de paixão e casos de ódio. há casos de brigas que se arrastam geração após geração entre clãs de ideias rivais. Ideias "mais importantes" organizam e determinam o destino das outras. Mas cada uma em si guarda um sentido que não pode ser reduzido a suas relações com as demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-3855333685730996824?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/3855333685730996824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=3855333685730996824' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3855333685730996824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3855333685730996824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2009/03/sociedade-das-ideias.html' title='A sociedade das ideias'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-3268591479859028438</id><published>2008-09-01T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-09-01T15:42:42.563-07:00</updated><title type='text'>Deflorando mentes...</title><content type='html'>A Arte de deflorar mentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deflorar vem de deflorare (latim), literalmente é tirar a flor e no sentido mais conhecido, tirar a virgindade, que seria a flor, a parte mais bonita da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais bonita e complexa da mente, de tudo que conhecemos, é o que pensamos de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deflorar a mente de um alguém, como fazia Sócrates, na rua e sem autorização direta da vítima, pode, claro, ser tido como uma violência, mas tal qual a defloração da mulher, é uma violência necessária ao amadurecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deflorar mentes é uma atividade extremamente difícil, que deve começar consigo mesmo. mas extremamente prazerosa para quem deflora e, embora momentaneamente dolorosa para quem é deflorado(a), bastante gratificante no longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deflorar de que? dos nossos preconceitos, auto-enganos, ideologias e moralismos que sugam a energia de nossa vida e dos que nos cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, deflorar para uma vida intensa e, só assim, uma boa morte, quando chegar a hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-3268591479859028438?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/3268591479859028438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=3268591479859028438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3268591479859028438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3268591479859028438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2008/09/deflorando-mentes.html' title='Deflorando mentes...'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5952751245670025095</id><published>2008-03-28T16:57:00.001-07:00</published><updated>2008-03-28T16:58:08.211-07:00</updated><title type='text'>frase da semana</title><content type='html'>LULA: Bush, meu filho, vai cuidar da tua crise&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5952751245670025095?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5952751245670025095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5952751245670025095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5952751245670025095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5952751245670025095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2008/03/frase-da-semana.html' title='frase da semana'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-7892252933119543804</id><published>2008-02-25T14:58:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T15:12:46.614-08:00</updated><title type='text'>Frase da semana</title><content type='html'>Segunda-feira, a semana mal começou e já temos 'a frase da semana'  que veio do meu professor Willis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que ele levou a visualização da destruição ambiental do planeta e a nossa maturidade no tema a um novo nível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem é como um bebezinho emporcalhando o próprio berço"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-7892252933119543804?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/7892252933119543804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=7892252933119543804' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7892252933119543804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/7892252933119543804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2008/02/frase-da-semana.html' title='Frase da semana'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-3966046993408722149</id><published>2007-08-24T16:01:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T20:15:49.223-07:00</updated><title type='text'>A muralha da beleza</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_go5IhoCmxzU/R8NGjsCVQ0I/AAAAAAAAAAM/pCpEUwgqpi8/s1600-h/Monica%2520Bellucci.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171054376081769282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_go5IhoCmxzU/R8NGjsCVQ0I/AAAAAAAAAAM/pCpEUwgqpi8/s320/Monica%2520Bellucci.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por que a beleza de Monica a incomoda tanto? Depois de ter feito dois filmes onde aborda a violência que a (sua) beleza provoca, tendo sido (sua personagem) humilhada em “Malena” e, outra, estuprada durante 15' em “Irreversível”, ela diz em entrevista, ter ficado tentada com uma proposta de filmar um pornô Cult (embora o diretor que propôs seja famoso e reconhecido, a reportagem grafava “Cult”, assim mesmo, com aspas, entenderam, né, o que eles quiseram dizer...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bela agora provoca o malditoso e leproso (porque assim que a Sociedade que consome os filmes trata quem lida com eles) cinema pornô. Quer provocar porque diz que quer fazer o filme em vez de filmar e “ter a fita roubada” como fizeram várias personalidades femininas da atualidade para ficar (mais) famosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monica enfim, parece que suplica, exige, desesperadamente, que a vejam como ela é, para além de sua cegante beleza. Busca o ódio porque lhe parece o sentimento mais humanizador que poderiam ter por ela. Mais do que a adoração e reverência que sua beleza lhe traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adaptaria para ela o que o personagem de Robin Willians diz para o de Matt Damon em “Gênio Indomável”: Voce não tem culpa; VOCE não tem culpa, VOCE NÃO tem culpa, VOCE NÃO TEM culpa, VOCE NÃO TEM CULPA DA SUA BELEZA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, hip hip hurra, a essa maravilhosa - em tantos sentidos: MULHER.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-3966046993408722149?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/3966046993408722149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=3966046993408722149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3966046993408722149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/3966046993408722149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2007/08/o-desafio-da-beleza-para-mulheres-que.html' title='A muralha da beleza'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_go5IhoCmxzU/R8NGjsCVQ0I/AAAAAAAAAAM/pCpEUwgqpi8/s72-c/Monica%2520Bellucci.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-4306014476256400992</id><published>2007-08-24T15:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T20:20:41.867-07:00</updated><title type='text'>A beleza e a indiferença</title><content type='html'>Funciona assim, homens e mulheres belas, especialmente mulheres, despertam a cobiça e o desejo dos outros. quem não cai em suas graças e não pode ter aquilo para si, por vezes é levado, pela inveja, aos requintes da maldade, como no filme com Monica Belluci, na música Geni do Chico etc. antes disso, como aparece em 'Malena' a 'coitada' premiada com a beleza, sentia na carne a fúria das invejosas e era soterrada pela comunidade hipócrita e violenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra esses séculos de opressão, surgem as novas posturas das mulheres que 'não estão nem aí para o que os outros estão pensando' porque 'eles não pagam as suas contas' e a opinião deles vale literalmente nada. Assim, contra o monstro da inveja, surge, tão implacável quanto, o colosso da indiferença, que apóia, quando ninguém mais o faz, aquela bela mulher que sofre com a inveja, declarada ou não, de suas 'rivais', com o assédio 'consumista' dos homens e com o isolamento que todo o poder traz; pois, é óbvio que beleza é poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando virem uma mulher absolutamente indiferente à moral vigente da comunidade ( de que, por exemplo, ela - jovem - não deveria alimentar a lascívia de um velho rico) lembrem-se que isso é o contraponto da inveja carniceira e do desejo não correspondido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-4306014476256400992?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/4306014476256400992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=4306014476256400992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4306014476256400992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/4306014476256400992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2007/08/o-monstro-da-inveja-versus-o-colosso-da.html' title='A beleza e a indiferença'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-2489929007546700766</id><published>2007-08-24T15:55:00.000-07:00</published><updated>2009-01-28T12:58:46.006-08:00</updated><title type='text'>A BIRITA (DE UM PAI DE FAMÍLIA) COM OS AMIGOS...</title><content type='html'>1ª Parte – Perguntas do Entrevistador e respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os caras adoram beber cerveja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só porque é muito gostosa, é mais como um ritual, como quando nossos ancestrais se reuniam depois das caçadas para conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos como exemplo um diálogo do filme Conan, o bárbaro, Conan discute com um ladrão oriental que ficou seu amigo, este diz: Meu Deus, o Deus do Vento, é muito mais poderoso do que o seu; ao que, Conan responde: HÁ, HÁ, HÁ, eu rio do seu Deus, o meu Deus, o Deus da Espada o mataria como a uma formiga, HÁ, HÁ, HÁ. (veja como o exemplo é pertinente, a própria repetição das palavras pelos primitivos transmite, com perfeição, um dos efeitos da embriaguez sobre a fala).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem de ser todo dia? Não, embora fosse o ideal (tirando os dias que a ressaca for muito brava).&lt;br /&gt;Tem que ser até altas horas da noite? Não, mas é natural que dure muito, aliás, é impressionante que dure tanto mesmo com pouco assunto, tipo: pois é, né? É mesmo! É o jeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto é sobre mulheres? Só indiretamente, por exemplo, pode ser sobre o trabalho e acaba-se falando sobre as mulheres de lá,. Mas claro que pode se falar sobre algo como futebol, que não tem nada a ver com as mulheres, aí... bem, é possível que se acabe filosofando sobre o que as mulheres têm contra o futebol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sobre certos assuntos, o melhor mesmo é ir às ruas e procurar pela sabedoria popular, ou mesmo, pesquisar nos clássicos, as conclusões alcançadas pelas grandes mentes, ou grandes personages, do nosso século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2ª Parte – Depoimentos de rua e opiniões de famosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não tenho o menor interesse nesse negócio de birita no bar com os amigos, não vejo a menor graça nisso... ficar numa mesa sentado durante quase toda noite, ouvindo música de qualidade duvidosa, bebendo cerveja gelada durante uma noite fria, que idéia insana!, e ainda dizem que é fundamental porque faz parte da cultura! É isso aí, nunca fui, nem vou, minha mulher pode ficar tranquila. [Jar-Jar, personagem de “Guerra nas Estrelas”, habitante de um outro planeta, outro sistema solar, numa galáxia, muito, muito distante...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Ju, meu, é um doce, aplaca minha fúria todo dia, faz cafuné para eu dormir, mesmo quando eu puxo o cabelo dela na cama. A cerveja? Não, não, ela não diz nada sobre a noite de sexta-feira!... é, eu parei de ir, o pessoal tá perguntando por mim? ... tá, tá, eu só vou na quarta-feira de cinzas, tá é uma vez por ano, e daí?... Ahh, tá querendo dizer que eu tô com medo de sair mais vezes, senão minha mulher me dá o fora... (entrevistador vai se dirigindo à porta da sala)... chega mais irmão, não corre não, vem cá que eu vou te mostrar O SIGNIFICADO DA PALAVRA MEDO. [Marcão. Lutador de jiu-jitsu. Já caiu no 157 (já foi preso por roubo).]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olha, Hans, eu era louco por uma geladinha, mas aí casei e deixei desse negócio. São outros tempos, outras preocupações, o homem fica em casa e começa a pensar em compra de móveis, mudar a pintura de um quarto, fazer os consertos na cozinha e banheiros, é tanta coisa que a gente vai se distraíndo e nem pensa mais naquela geladinha distante, ela passa a fazer parte de um passado que a gente sente que nunca mais vai voltar, e você acaba substituindo aquilo por um outro hobby, muito mais produtivo... Eu, no meu caso, comecei a escrever vários textos, virou um livro e estou quase pondo um fim nisso tudo. [Arthur Shopenhauer, autor do clássico “Ensaio sobre o suicídio” (obra deixada inacabada pelo autor)]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aí malandro, eu vou todo dia para o bar, sou o primeiro a chegar e o último a sair, minha mulher nunca falou um “A”, bebo todo dia, todo mundo que vai lá me conhece. Já era assim quando a conheci e não mudou nada com o casamento. Vou morrer naquele bar, mas ela me entende e me ama desse jeito mesmo. [Zé do bar, dono do Bar do zé]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-2489929007546700766?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/2489929007546700766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=2489929007546700766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2489929007546700766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/2489929007546700766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2007/08/birita-de-um-pai-de-famlia-com-os.html' title='A BIRITA (DE UM PAI DE FAMÍLIA) COM OS AMIGOS...'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7875562893288068233.post-5609981519804907353</id><published>2007-08-24T15:52:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T15:55:34.928-07:00</updated><title type='text'>COMO FICAR RICO E FAMOSO FAZENDO O QUE VOCÊ GOSTA?</title><content type='html'>Dicas para um casal apaixonado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha um local público, vazio o suficiente para não ser incomodado, mas não deserto a ponto de não poder ser flagrado por um paparazzi (isto existe?);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a escolha for uma praia, tem que ser uma do país em que o seu ex-marido é mais conhecido que o próprio presidente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve seu namorado desconhecido ou, se for homem, leve sua namorada conhecida da público mas um tanto esquecida pela mídia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecem o arreto (como se diz no nordeste) na areia da praia para que dê tempo de alguém pegar uma câmera, chamar um conhecido, ou mesmo, para a preparação do equipamento de filmagem, de reconhecida complexidade para montar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não deixar dúvida ao espectador, antes de entrar na água, a moça deve afastar seu biquini com a mão enquanto rebola freneticamente contra a sunga de seu namorado, por coerência os dois devem então seguir “enganchados” nesta posição até entrar na água;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na água a moça deve ficar em posição inequivocamente sexual, fazendo repetidos movimentos com seu corpo colado ao de seu namorado, simulando – inclusive com as caras e bocas respectivas – um ato sexual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se esqueça de fazer o movimento num ritmo bem mais intenso que o passar das ondas, para que o ato não possa ser confundido com o simples movimento que as ondas fazem as corpos quando estão no mar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair, torçam para contar com um paparazzi “realmente incoveniente” a ponto de filmar um pedaço da berinjela, do homem berinjela, saindo para fora da água; isso é necessário para sepultar em definitivo as dúvidas sobre o que o casal estava fazendo lá;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estranhe, porém, se lendo depois sobre os fatos, a mídia chamar isso de carícias, isso serve para confirmar nossa fama lá fora de Latin Lovers, ora pensam os estrangeiros: se os atos desse casal apaixonado são só preliminares, imagina o que é o sexo para essa gente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair da água, andem relaxados, como se, por exemplo, tivessem feito um sexo delicioso e relaxante, saiam sorrindo e brincando – mas não muito para provar o cansaço – de preferência o homem até então desconhecido, deve fazer algo marcante como fechamento da cena;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugerimos algo relacionado com o ocorrido, p. ex., empendurar na sunga qualquer objeto que possa atiçar ainda mais a idéia fálica que paira no ar, mas, falando a verdade, não é fácil achar muita coisa na areia da praia, então se você conseguir uma alga que além de dar aquela idéia, arrasta pelo chão (o que dá uma nova idéia) saiba que o próprio McGiver está com inveja de sua criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Não acredito na versão de que o homem berinjela tenha plantado previa e dolosamente a alga na praia para esse uso, para mim isso não foi premeditado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpridas suas tarefas deixem que a mídia e a curiosidade humana faça o resto. Agradeçam por estar numa época em que a tecnologia permite que esse seu ato, aliás quase tão comum como o respirar humano, seja divulgado para todo o mundo por meio de sites da internet, revistas, jornais, televisão, rádio e, creio eu, inclusive sinais de fumaça indígenas devem ter sido usados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvida a questão de se tornarem famosos, sigam o natural curso das coisas e passem a se ocupar de ficarem ricos, imaginem-se agora não naquele inóspito mar salgado, mas num mar de dinheiro que seus advogados poderão obter de indenização pela divulgação de suas imagens íntimas naquela praia, pensem em cada pequeno meio de comunicação que pode dar sua contribuição para esse mar, não sejam despretensiosos atendo-se apenas aos grandes veículos de comunicação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, depois de ricos e famosos, curtam tranquilos a merecida intimidade de voces entre quatro paredes, sem areia, sem paparazzis, sem algas, sem compartilhar este momento com o mundo, façam dele um momento só de voces, voces merecem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7875562893288068233-5609981519804907353?l=aureolopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aureolopes.blogspot.com/feeds/5609981519804907353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7875562893288068233&amp;postID=5609981519804907353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5609981519804907353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7875562893288068233/posts/default/5609981519804907353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aureolopes.blogspot.com/2007/08/como-ficar-rico-e-famoso-fazendo-o-que.html' title='COMO FICAR RICO E FAMOSO FAZENDO O QUE VOCÊ GOSTA?'/><author><name>Aureo Marcus Makiyama Lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15267873403405904904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
